Defesa de Fábio Luís Reage ao Vazamento de Informações Financeiras
Em reação ao recente vazamento de informações sobre movimentações financeiras de R$ 19,5 milhões, ligadas ao filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, a defesa do jovem afirmou que o caso configura um “crime grave”.
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A nota, divulgada nesta quinta-feira (5 de março de 2026), ressalta a ausência de acesso da defesa aos documentos e a impossibilidade de avaliar a veracidade das informações divulgadas.
Ausência de Acesso
A defesa de Fábio Luís enfatiza que, devido à falta de acesso aos documentos da CPMI do INSS e aos que a imprensa alega ter recebido, é impossível avaliar a existência, a veracidade ou o detalhamento das informações. A nota declara que “se ocorreu, o vazamento configura crime grave, que está sendo imediatamente comunicado a todas as autoridades competentes.
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Não pouparemos esforços para apurar e punir os responsáveis”. A defesa também critica a ausência de menção a qualquer elemento relacionado às fraudes do INSS, o objeto principal da investigação.
Fontes de Renda Legais
A defesa argumenta que as informações divulgadas demonstram “novamente uma total ausência de envolvimento de Fábio Luís com as fraudes do INSS”. A nota detalha que os movimentos e bens são registrados e declarados ao fisco, provenientes de atividades legítimas, incluindo recebimento de herança da mãe, Dona Marisa, e adiantamentos de custos arcados durante o período em que o presidente Lula esteve preso.
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A defesa também menciona a LLF Tech Participações e a G4 Entretenimento e Tecnologia como empresas legítimas com atuação legal.
Detalhes das Movimentações
A defesa destaca que pagamentos foram feitos à Jonas Leite Suassuna Filho (aluguel) e à Kalil Bittar (cotas da empresa G4), e que os próprios movimentos são registrados e declarados ao fisco. A defesa ressalta que os dados se referem a “fontes de renda legais e legítimas”, enfatizando que a “soma de movimentações” em relatórios financeiros não reflete valores líquidos, mas sim o número de transações realizadas, que podem ser múltiplas e se estender por anos.
A defesa conclui que o vazamento das informações, sem apontar qualquer vínculo com as fraudas do INSS, é uma “abominável concretização dos temores legítimos de que investigações podem ser meros disfarces para manobras de interesse político”.
Considerações Finais
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva reforça a importância de apurar e punir os responsáveis pelo vazamento, e questiona a legitimidade da investigação, considerando a falta de evidências concretas que o envolvam nas fraudes do INSS. A defesa também critica a forma como a informação foi divulgada, com a citação da soma das movimentações, que, segundo eles, não reflete a realidade financeira do caso.
