Exposição em Chicago transforma arte em descanso com cadeiras de Bad Bunny

No Museu de Arte Contemporânea de Chicago, a exposição “Dancing the Revolution” traz cadeiras de Bad Bunny para uma experiência única. Descubra mais!

09/05/2026 08:26

4 min

Exposição em Chicago transforma arte em descanso com cadeiras de Bad Bunny
(Imagem de reprodução da internet).

Exposição no Museu de Arte Contemporânea de Chicago

Em geral, não é permitido sentar nas obras de arte de um museu. No entanto, em uma das galerias do Museu de Arte Contemporânea de Chicago, que foi transformada para se assemelhar a um bar de karaokê, três cadeiras de plástico estofadas com a imagem da famosa estrela porto-riquenha Bad Bunny, de 32 anos, estão disponíveis para que os visitantes possam descansar entre as músicas.

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Essas cadeiras fazem parte da exposição “Dancing the Revolution: From Dancehall to Reggaetón”, criada pela artista Edra Soto, que utiliza objetos de sua infância e elementos do design cotidiano de Porto Rico para criar obras que evocam a vida na ilha.

Edra já instalou ventiladores quadrados que refrescam famílias em formatos de cruzes cristãs, reinterpretou os coloridos gradis de ferro que delimitam casas e ruas em esculturas imponentes e incorporou pequenos buracos de fechadura em suas obras, revelando fotos silenciosas de residências porto-riquenhas. “Todos esses objetos estão enraizados no lar”, afirmou ela em uma chamada de vídeo de sua casa em Chicago, ressaltando que sempre pensa neles “de uma forma que vai além de sua função atribuída”.

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Suas obras frequentemente criam espaços contemplativos e, recentemente, ela tem explorado mais o aspecto espiritual, influenciada por sua própria criação católica.

As cadeiras de Bad Bunny e sua conexão com a cultura porto-riquenha

A série de cadeiras, conhecidas como “BB chairs”, foi produzida ao longo do último ano e meio e pode representar uma forma de devoção, considerando a impressionante fama que Bad Bunny alcançou. Seu álbum de 2022, “Un Verano Sin Ti”, se tornou o disco mais reproduzido na história do Spotify, que já conta com 20 anos.

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Na exposição “Dancing the Revolution”, o artista é apresentado em várias partes, destacando a história visual e o poder político da música e da dança caribenhas. A mostra surgiu após os protestos em massa de 2019, que resultaram na renúncia do governador Ricardo Rosselló, onde Bad Bunny se tornou uma figura central ao interromper sua turnê para se juntar ao movimento.

Uma fotografia marcante da exposição mostra Bad Bunny erguido acima da multidão em San Juan, segurando a bandeira porto-riquenha, fazendo referência à obra “A Liberdade Guiando o Povo”, de Delacroix. Para Edra Soto, a maneira como Bad Bunny se comunica com os porto-riquenhos é impressionante, como quando ele participou de um telejornal local, apresentando as principais notícias e até a previsão do tempo.

As “BB Chairs”, cobertas com tecidos estampados que retratam o cantor, fazem uma referência bem-humorada à cadeira plástica branca comum na ilha e à profunda conexão do artista com sua terra natal.

O processo criativo de Edra Soto

Além de serem exibidas no Kemper Museum e no MCA Chicago, as cadeiras foram organizadas sobre um pedestal com ventiladores na feira de arte EXPO Chicago, atraindo a atenção do público e da mídia. “Eu tive essa ideia um ano inteiro antes de fazê-las”, revelou Edra. “Estava duvidando de mim mesma, achando que poderia ser algo muito óbvio.” No entanto, amigos ficaram entusiasmados quando Bad Bunny lançou o álbum “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, cuja capa apresentava duas cadeiras brancas vazias de jardim, simbolizando lar e pertencimento em Porto Rico.

Na última década, Edra revestiu cadeiras de plástico com toalhas vibrantes, que foram exibidas em várias mostras e comentadas por publicações de arte. Suas cadeiras foram inspiradas no negócio de móveis de seu marido, mas com a intenção de usar materiais diferentes. “Os móveis com os quais cresci eram de vime e plástico”, explicou. “Perguntei a mim mesma como seria minha cadeira se eu estivesse fazendo uma cadeira.” Ela começou a refletir sobre a fantasia do luxo e as imagens coloridas associadas aos trópicos, decidindo estampar o rosto de Bad Bunny nas cadeiras, que rapidamente se tornaram centrais na iconografia visual do cantor.

Desafios e limitações na criação das cadeiras

Edra lembrou de uma loja próxima ao seu estúdio que estava repleta de produtos com a imagem de Bad Bunny. “Era como uma alucinação; era incrível”, comentou. Contudo, essa loja não existe mais, e ela comprou os tecidos online para suas cadeiras, totalizando cerca de 15.

Desde então, não conseguiu encontrar mais do mesmo tecido, o que tornou o conjunto uma edição limitada. No MCA Chicago, ela revestiu as cadeiras novamente com plástico para protegê-las, permitindo que os visitantes se sentem nelas durante a exposição ou nas noites de karaokê programadas pelo museu.

“Não consigo recriá-las exatamente como são. Eu amo a qualidade do tecido barato, que possui uma estética muito específica”, disse Edra. Em um momento, ela pensou ter encontrado os tecidos novamente, mas acabou decepcionada. “Na verdade, fiz outro pedido e eles nunca chegaram.

Não sei o que aconteceu com meu dinheiro”, contou, rindo.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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