Exportações do Brasil para a China batem recorde de US$ 100 bilhões em 2025!

Em 2025, Brasil e China batem recorde de exportações, alcançando US$ 100 bilhões. Descubra como essa relação estratégica molda o comércio global!

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Exportações Brasileiras para a China em 2025

No ano de 2025, as exportações do Brasil para a China atingiram um novo recorde, totalizando US$ 100 bilhões em receita. Este valor representa o segundo maior da série histórica de 29 anos, que começou em 1997, ficando atrás apenas dos US$ 104 bilhões registrados em 2023, conforme relatório do Conselho Empresarial Brasil-China.

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As relações comerciais entre os dois países são antigas, mas se intensificaram a partir de 2018, quando a China começou a concentrar uma parte significativa das compras de grãos e proteínas animais do Brasil. Apesar de ser uma relação estratégica e lucrativa, existem vulnerabilidades, pois mudanças nas regras sanitárias ou na economia chinesa podem afetar rapidamente as cadeias produtivas.

Dinâmica da Relação Bilateral

Especialistas afirmam que essa relação é uma via de mão dupla. A China depende das importações brasileiras para alimentar sua população e controlar a inflação de alimentos, enquanto o Brasil vê na China um comprador seguro para grandes volumes de produção.

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Essa dinâmica é especialmente visível nos mercados de carnes, soja, milho, algodão e biocombustíveis.

Entre 2018 e 2023, eventos como a guerra comercial entre os EUA e a China, o surto de peste suína africana e a pandemia de coronavírus impactaram o comércio global de alimentos. A guerra comercial, iniciada em janeiro de 2018, levou a China a buscar novos fornecedores, enquanto a peste suína dizimou parte do rebanho de suínos no país asiático.

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Importações de Soja e Milho

A China, maior importador mundial de soja, adquiriu 111,83 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior. A maior parte das compras foi realizada no Brasil e na Argentina, com o Brasil respondendo por 87,1 milhões de toneladas, cerca de 80% do total exportado.

Em 2022, a China abriu seu mercado para o milho brasileiro, permitindo grandes volumes de exportação a partir de 2023. No entanto, em 2024 e 2025, a China registrou safras recordes de milho e adotou uma estratégia de importação mais seletiva, resultando em uma queda significativa nas compras do Brasil e de outros países.

Demanda por Carnes e Diversificação de Mercados

O setor de proteínas animais é fortemente influenciado pela demanda chinesa. Em 2025, a China foi o principal destino da carne bovina brasileira, representando 48% do volume total exportado. No entanto, a China passou a ser o segundo maior importador de carne suína, atrás das Filipinas, com uma queda significativa nas compras.

O governo brasileiro busca diversificar os mercados para reduzir a dependência da China. Novos acordos comerciais e a abertura de mercados alternativos visam proteger os produtores de oscilações de preços e problemas sanitários. Essa diversificação é crucial para a resiliência do setor, sem desconsiderar a importância da China como parceiro comercial.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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