Exportações de soja do Brasil devem atingir 74 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2026

O crescimento nas exportações de soja do Brasil reflete a demanda da China, que já adquiriu 78,33% do total, impulsionando o mercado agrícola nacional

(Imagem de reprodução da internet).

Exportações de soja do Brasil alcançam recorde no primeiro semestre de 2026

O Brasil deve encerrar o primeiro semestre de 2026 com um recorde nas exportações de soja, totalizando quase 74 milhões de toneladas, conforme levantamento da consultoria Biond Agro. Esse volume representa um crescimento de 12,5% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 65 milhões de toneladas.

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A China, principal destino, tem influenciado as vendas globais.

Os compradores chineses já adquiriram 102 milhões de toneladas da produção global de soja 2025/26, atingindo 93,6% da necessidade estimada, segundo o relatório da Biond Agro. Deste total, 78,33% correspondem à soja brasileira, ou seja, quase 80 milhões de toneladas.

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As compras de julho e agosto estão parcialmente cobertas, indicando espaço para novas aquisições no curto prazo.

Compras antecipadas e mudanças no mercado

Um movimento notável é a antecipação das compras da safra 2026/2027 pelos compradores chineses, que já garantiram mais de 9 milhões de toneladas. Isso representa 8,2% de cobertura, em comparação a apenas 1,7% no mesmo período do ano passado. A tensão tarifária entre Estados Unidos e China tem direcionado os compradores para o mercado brasileiro, onde encontram preços e qualidade mais competitivos.

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Yedda Monteiro, analista da Biond Agro, afirma que “a China de fato comprou as 12 milhões de toneladas que tinha colocado no acordo junto com os Estados Unidos para a safra atual”. O acordo entre os dois países também prevê compras nas próximas três temporadas, mas esse compromisso ainda não se concretizou para o novo ciclo. “A China continua ausente nas aquisições da nova safra”, destaca a analista.

Impactos no mercado e estratégias para o produtor

Para o segundo semestre, a Biond Agro avalia que o ritmo das exportações brasileiras dependerá menos da oferta e mais da disposição da China em continuar comprando. Isso é crucial para garantir os embarques de outubro e novembro, que ainda apresentam baixa cobertura.

A pressão sobre os preços pode ser influenciada pelo bom desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos e pela situação no Oriente Médio, que afeta os preços do petróleo.

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Yedda observa que a China está comprando do Brasil em um momento em que, tradicionalmente, faria compras dos Estados Unidos, levantando dúvidas sobre o cumprimento das 25 milhões de toneladas previstas no acordo bilateral. A antecipação chinesa de 9,04 milhões de toneladas da safra 2026/27, toda de soja brasileira, pode impactar a demanda no início da colheita, pressionando prêmios e preços no Brasil.