As exportações de pulses do Brasil cresceram 30% em 2025, alcançando US$ 448,1 milhões. Descubra como o feijão lidera esse sucesso!
As exportações brasileiras de pulses apresentaram um aumento de 30% em 2025 em comparação a 2024, totalizando um faturamento de US$ 448,1 milhões, segundo informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Esse desempenho ressalta a importância do setor no comércio exterior e a crescente demanda internacional pelos produtos brasileiros.
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Os feijões secos foram os principais responsáveis por esse resultado, representando mais de 98% do valor total exportado no ano. Em seguida, destacaram-se as ervilhas preparadas ou conservadas, que geraram uma receita de US$ 3,9 milhões, e os feijões preparados ou conservados, com um total de US$ 859,9 mil.
No que diz respeito à produção, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê que o feijão continuará sendo a principal pulse cultivada no Brasil na safra 2025/26. A estimativa é de uma produção superior a 3 milhões de toneladas, representando um crescimento de 0,5% em relação ao ciclo anterior, o que indica uma estabilidade com leve tendência de aumento na oferta nacional.
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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, enfatizou a importância das pulses na alimentação e nutrição dos brasileiros, destacando o feijão como um alimento essencial nas refeições do país. Ele também mencionou que o governo está implementando políticas públicas para incentivar a produção e apoiar os agricultores.
Para acessar o mercado internacional, as empresas que atuam na elaboração, beneficiamento, processamento, industrialização, fracionamento, armazenamento ou transporte de produtos vegetais destinados ao consumo humano devem cumprir os requisitos higiênico-sanitários estabelecidos pela Instrução Normativa nº 23/2020.
O Mapa pode fiscalizar o cumprimento das exigências sanitárias dos países importadores em casos específicos.
Outro requisito importante é a emissão do Certificado Sanitário Internacional de Produtos de Origem Vegetal (CSIV), que comprova que as exigências sanitárias dos países compradores estão sendo atendidas. A Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA/Mapa) é responsável pela fiscalização e inspeção higiênico-sanitária dos produtos vegetais exportados, especialmente quando há exigência de certificação.
O órgão também realiza ações em estabelecimentos comerciais e unidades de beneficiamento, coletando amostras para verificar a conformidade com os padrões oficiais. Entre os produtos frequentemente inspecionados estão o feijão-de-corda e o feijão-comum, garantindo assim a padronização, qualidade e rastreabilidade, além de proteger o consumidor com alimentos seguros e devidamente rotulados.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.