Explosão misteriosa no México: assassinato de Francisco Beltrán levanta suspeitas sobre a CIA

Uma explosão enigmática no México deixa mortos e levanta suspeitas sobre a CIA. O que realmente aconteceu com Francisco Beltrán? Descubra os detalhes!

13/05/2026 08:51

3 min

Explosão misteriosa no México: assassinato de Francisco Beltrán levanta suspeitas sobre a CIA
(Imagem de reprodução da internet).

Explosão misteriosa no México resulta em mortes

No mês de março, uma explosão enigmática destruiu um veículo que transportava um suposto integrante de um cartel, em plena luz do dia, em uma das rodovias mais movimentadas nas proximidades da capital do México. Francisco Beltrán e seu motorista faleceram instantaneamente, com seus corpos encontrados caídos sobre os assentos após a forte explosão.

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Imagens e vídeos do incidente, ocorrido em 28 de março, mostram uma rápida erupção de chamas, enquanto o carro continuava a se mover para frente, saindo da rodovia.

Conhecido como “El Payín”, Beltrán era considerado um membro de nível médio do Cartel de Sinaloa, um dos mais infames sindicatos de narcotráfico do país, conforme afirmam analistas de segurança e fontes que conhecem suas atividades. Embora as autoridades mexicanas tenham mantido um sigilo rigoroso sobre a explosão, várias fontes informaram à CNN que o ataque foi um assassinato premeditado, facilitado por agentes da CIA (Central Intelligence Agency).

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Operações da CIA no México

Um dispositivo explosivo foi encontrado dentro do veículo, conforme revelou o Procurador-Geral do Estado do México à CNN. A operação contra Beltrán fazia parte de uma campanha ampliada e não divulgada da CIA no México, liderada pela Divisão Terrestre secreta da agência, com o objetivo de desmantelar as redes de cartéis.

Fontes indicaram que o presidente americano classificou esses cartéis como organizações terroristas estrangeiras, considerando-os em guerra com os Estados Unidos.

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Desde o ano anterior, agentes da CIA têm participado de ataques letais contra diversos membros de cartéis, principalmente de nível médio. “A letalidade de suas operações aumentou consideravelmente”, afirmou uma das fontes. O envolvimento da CIA variou desde o compartilhamento de informações até a participação direta em operações de assassinato.

Reações e implicações

Após a divulgação da reportagem, a porta-voz da CIA, Liz Lyons, declarou que a matéria era falsa e sensacionalista, sem especificar quais partes eram incorretas. O ataque a Beltrán foi considerado audacioso, mesmo para os padrões de violência dos cartéis mexicanos, levando analistas a questionarem se isso indicava uma nova fase na guerra entre os cartéis.

Um ex-oficial da CIA comentou que o incidente poderia gerar questionamentos sobre a autoria do ataque. Embora a atividade secreta da agência no México tenha sido amplamente discutida, muitas operações permanecem fora do radar público, permitindo que o envolvimento da CIA continue em segredo.

Legalidade e controle das operações

As operações da CIA no México levantam questões sobre sua legalidade, já que, segundo a Constituição Mexicana, agentes estrangeiros não podem participar de operações policiais sem autorização do governo federal. O Secretário de Segurança do México, Omar García Harfuch, rejeitou qualquer versão que sugira a existência de operações letais não autorizadas em território mexicano.

A presença da CIA no México tem potencial para crescer, com fontes indicando que a agência ainda não mobilizou todos os seus recursos. A presença clandestina da CIA foi revelada recentemente, quando agentes da embaixada dos EUA participaram de uma operação em um laboratório de metanfetamina, sem a autorização do governo mexicano.

Desconfiança e controle das atividades da CIA

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, expressou sua indignação após o incidente, afirmando que não pode haver agentes de instituições do governo americano operando no México. A lei de segurança nacional aprovada em 2020 exige que todos os agentes estrangeiros informem suas atividades ao governo federal.

José Luis Valdés Ugalde, pesquisador da Universidade Nacional Autônoma do México, afirmou que o governo mexicano está ciente da presença da CIA, mas ainda não decidiu como controlar suas atividades. O ocorrido em Chihuahua evidencia a desconfiança em relação à atuação da agência no país.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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