Mudanças nas expectativas da Selic agitam o mercado! Após alta dos DIs, chances de corte diminuem e manutenção em 15% ganha força. O que esperar do Copom?
Na última sexta-feira (13), o aumento significativo das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) levou a curva a termo brasileira a eliminar as expectativas de um corte de 0,50 ponto percentual na Selic. Agora, a precificação reflete uma possibilidade, ainda que reduzida, de que o Banco Central mantenha a taxa básica em 15% na próxima semana.
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Três especialistas do mercado, consultados pela Reuters, destacaram essa mudança na curva, que ocorre em meio a preocupações sobre os efeitos inflacionários da alta do dólar e a intensificação do conflito no Oriente Médio.
Durante a tarde, a curva indicava 65% de chance de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central realizasse um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, enquanto 35% das probabilidades apontavam para a manutenção da taxa. Essa análise foi feita pela analista Laís Costa, da Empiricus Research.
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No dia anterior, as expectativas eram diferentes, com uma predominância de chances para um corte de 0,25 ponto percentual e uma probabilidade menor para um corte de 0,50 ponto percentual.
Ian Lima, gestor de renda fixa da Inter Asset, comentou que houve uma mudança significativa nas probabilidades entre ontem e hoje, com uma migração da expectativa de um corte de 0,50 ponto percentual para a manutenção da taxa. Um operador de renda fixa, também ouvido pela Reuters, observou que a especulação sobre a manutenção da Selic em 15% ganhou força nas mesas de negociação, especialmente devido ao cenário externo instável.
O Copom deve anunciar sua decisão sobre a taxa de juros na próxima quarta-feira (18), ao final de uma reunião de dois dias. No encontro anterior, realizado no final de janeiro, antes do início do conflito no Oriente Médio, o colegiado decidiu manter a Selic em 15% e sinalizou a possibilidade de iniciar um ciclo de cortes em março.
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Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.