Expectativas Cautelosas para o Setor Têxtil em 2026
A Abit, que representa os fabricantes de produtos têxteis e de confecção, divulgou nesta quarta-feira (21) suas previsões para o setor em 2026, caracterizadas como cautelosas. A associação destacou que as tensões geopolíticas e as incertezas eleitorais podem impactar as cadeias de produção, enquanto os juros elevados devem restringir o crescimento do consumo.
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Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit, comentou sobre as expectativas: “Não estamos prevendo uma queda, mas também não esperamos um mercado aquecido.” A entidade estima um crescimento de 1,1% na produção dos setores têxtil e de vestuário, uma desaceleração em relação à alta de 4,4% prevista para 2025.
Concorrência e Vendas no Varejo
A previsão da Abit considera a crescente concorrência de produtos importados, que deve aumentar 5,1% em um mercado que tende a crescer menos. As vendas no varejo devem ter uma alta modesta de apenas 0,7%. Em relação às exportações de vestuário e produtos têxteis do Brasil, a expectativa é de um aumento de 3,3% em 2026.
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Pimentel mencionou diversos fatores que contribuem para um cenário internacional incerto, como o acordo do Mercosul com a União Europeia e as tensões envolvendo os Estados Unidos e a guerra na Ucrânia. Ele ressaltou que a situação geopolítica atual exige uma postura conservadora, pois não há sinais de apaziguamento nas tensões, o que gera preocupações sobre o crescimento da economia global e as cadeias de suprimento.
Impactos no Mercado de Vestuário
Embora a Copa do Mundo possa impulsionar o mercado de vestuário esportivo, Pimentel acredita que seu impacto não será tão significativo quanto eventos como a Black Friday ou datas comemorativas. Ele também destacou que o aumento do salário mínimo e a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil podem beneficiar o consumo, mas a confiança do consumidor pode ser afetada pelas incertezas de uma eleição polarizada.
