Executivos subestimam impacto da IA nos negócios em 2026

Executivos minimizam potencial da IA nos negócios; análise prevê impacto limitado à produtividade.

Você não precisa ser programador para trabalhar com IA — e o mercado já mostra isso

Contudo, um levantamento recente aponta que essa adoção massiva não veio acompanhada por grandes expectativas financeiras.. Pesquisas conduzidas pelo corpo docente da Stanford Graduate School of Business mostram o dilema do mercado corporativo moderno — alta utilização tecnológica versus modéstia nos ganhos projetados pelos líderes empresariais ao redor do mundo.

O contraste entre uso e expectativa. A pesquisa envolveu Nicholas Bloom e analisou dados de aproximadamente seis mil executivos em diversas partes do planeta.

A Inteligência Artificial está profundamente integrada às operações globais das empresas: cerca de três quartos dos negócios já utilizam a tecnologia em algum grau.

Embora a tecnologia esteja presente na maioria das organizações, os próprios entrevistados preveem um impacto relativamente contido no dia a dia dos negócios. Os números indicam que se espera apenas uma média de ganho de 1,4% para produtividade geral e somente 0,8% aumento nos resultados (output.

Além disso, o tempo médio dedicado ao trabalho com IA pelos líderes pesquisados é estimado em cerca de 1,hora por semana; ainda assim, quase um quarto desses gestores afirmou não usar nenhuma ferramenta desse tipo profissionalmente.

O risco está na direção estratégica. Esse contraste entre velocidade da adoção — onde poucas tecnologias chegaram a três quartos das empresas tão rapidamente —, e baixa expectativa gera grande atenção. Para os especialistas que analisaram dados do Stanford GSB, essa situação aponta para algo mais profundo: trata se menos de uma contradição técnica e muito mais de falha no planejamento estratégico corporativo.

Amir Goldberg, professor em questão, resume o momento com clareza ao afirmar que ignorar completamente “a onda dos dados” não é opção alguma. Ele alerta ainda que concorrentes capazes de transformar suas próprias operações internas em fontes valiosas de dado ganharão vantagens competitivas significativas nesse cenário globalizado.

Onde reside a dificuldade na escala. Segundo os resultados da pesquisa conduzida por Bloom, quando as empresas tentam expandir ou escalar IA internamente, elas geralmente encontram obstáculos pouco relacionados à infraestrutura física ou até mesmo à falta de talento técnico especializado no setor. **Os principais gargalos são decisões tomadas pela liderança antes e durante o processo acelerado: há uma motivação comercial vaga para adotar cada ferramenta específica; times com níveis muito diferentes de familiaridade tecnológica acabam sendo tratados uniformemente em treinamentos genéricos.

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Além disso, nota se ausência clara de governança sobre dados.**

A priorização do negócio acima da tecnologia Nenhum desses problemas estratégicos pode ser resolvido apenas aumentando orçamentos destinados a novas tecnologias avançadas. Todos dependem fundamentalmente dos critérios estabelecidos por quem está no comando das grandes decisões corporativas.

O recortes feito pela Stanford reforça um raciocínio importante: o verdadeiro gargalo não é saber qual ferramenta usar ou até mesmo se ela funciona; ele reside na decisão precisa de onde e com que nível de prioridade essa IA deve atuar dentro da organização em questão, antes qualquer investimento pesado.

Em resumo, os dados deixam claro para todos os setores empresariais que utilizar Inteligência Artificial deixou há muito tempo de ser visto como diferencial competitivo — quase todo mundo já faz isso hoje.

O fator decisivo entre uma empresa líder do mercado e aquela apenas acompanhando a tendência será sempre sua capacidade clara de medir resultados reais sobre investimentos feitos.