Executivo chileno detido no Brasil se diz chocado após declarações racistas em voo

Germán Andrés Naranjo Maldini, executivo chileno, se defende após polêmica em voo. Entenda o que levou à sua detenção no Brasil e as consequências.

19/05/2026 07:36

2 min

Executivo chileno detido no Brasil se diz chocado após declarações racistas em voo
(Imagem de reprodução da internet).

Executivo chileno se pronuncia sobre incidentes em voo

Germán Andrés Naranjo Maldini, um executivo chileno detido no Brasil após fazer declarações racistas e homofóbicas durante um voo, afirmou que seu comportamento, registrado em vídeo, reflete “uma pessoa fora de si”. A declaração foi divulgada pelo advogado de defesa, Carlos Kauffmann, que pediu à Justiça Federal uma avaliação do estado psicológico de Naranjo.

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Ele expressou estar chocado com suas próprias palavras após a repercussão do incidente, afirmando: “a pessoa que vocês viram não sou eu”.

Segundo Kauffmann, o executivo está em tratamento psiquiátrico há mais de 13 anos, e as informações sobre sua saúde mental foram apresentadas às autoridades para que uma “avaliação especializada” seja realizada, independente da manutenção da prisão.

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Contexto do incidente

O episódio ocorreu em um voo da Latam, que partiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, com destino a Frankfurt, na Alemanha. Durante o voo, Naranjo tentou abrir a porta da aeronave e, ao ser contido pelos tripulantes, começou a proferir uma série de ofensas racistas, homofóbicas e xenofóbicas a um dos membros da equipe.

Em gravações feitas pela própria vítima, o executivo inicia os insultos afirmando: “Ele é gay, eu não sou gay. Para mim é um problema ser gay”. Quando questionado pelo comissário sobre o fato de o tripulante ser gay e negro, Naranjo continuou com as agressões, fazendo comentários depreciativos sobre a cor da pele e o cheiro do brasileiro.

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Ação da Justiça e consequências

Após a denúncia formal feita pelas vítimas à Polícia Federal, Naranjo foi detido no Aeroporto de Guarulhos. A Justiça Federal brasileira emitiu um mandado de prisão preventiva contra ele, que foi cumprido na sexta-feira (15). Após o incidente, o executivo, que atuava há mais de 10 anos na empresa Landes, foi afastado de seu cargo.

A companhia se manifestou em nota, condenando as atitudes de Naranjo e afirmando que seu comportamento é “totalmente incompatível com os valores da Landes e com sua Política de Não Discriminação”.

Em uma declaração de sua defesa, foi informado que Naranjo reconhece que, devido ao tratamento psiquiátrico que recebe, não tem plena consciência do que ocorreu. Ele expressou estar profundamente triste e envergonhado, pedindo desculpas públicas, especialmente ao tripulante Bruno, que se sentiu ofendido.

A defesa reiterou a necessidade de tratamento médico para Naranjo, destacando que ele já foi internado anteriormente e faz uso de medicação controlada.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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