Críticas de ex-vereador a Moraes após autorização para biópsia! Ministro Alexandre de Moraes sob questionamento em caso Calixto Fonseca. Saiba mais!
Em uma publicação recente no X (antigo Twitter), o ex-vereador da legenda Progressistas, Carlos, manifestou sua crítica ao ministro Alexandre de Moraes do STF. A crítica se refere à autorização concedida na quinta-feira, 5 de março de 2026, que permitiu que o ex-policial militar Robson Calixto Fonseca deixasse a prisão para realizar uma biópsia.
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A medida foi tomada em decorrência da participação de Calixto no crime que resultou na morte da ex-vereadora (Psol) e do motorista Anderson Gomes.
Segundo Carlos, o que chamou sua atenção foi a rapidez com que a decisão judicial foi emitida, apenas algumas horas após o pedido da defesa. Ele fez uma comparação com o caso do ex-presidente da legenda Progressistas, que, segundo ele, teria aguardado mais de 24 horas para obter autorização judicial para ir ao hospital após sofrer uma queda e bater a cabeça. “Poucas horas para uns.
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Mais de um dia para outros”, declarou o ex-vereador, evidenciando o que ele percebe como uma inconsistência no tratamento das decisões judiciais.
Robson Calixto Fonseca, condenado a nove anos de prisão em regime fechado por associação criminosa, alega ter desenvolvido câncer de próstata. A necessidade da biópsia foi identificada por um relatório médico, que também rejeitou a concessão de prisão domiciliar humanitária, considerando que não havia impedimentos para o cumprimento da pena em uma unidade prisional.
O ministro Alexandre de Moraes autorizou a saída de Calixto para realizar o procedimento em um hospital particular, argumentando que não havia evidências de que a pena não pudesse ser cumprida em regime fechado.
A decisão do STF ocorreu em um contexto de outros processos judiciais, como o que envolve os irmãos Brazão, condenados em 25 de fevereiro de 2026 pela participação no planejamento do assassinato da vereadora Marielle Franco e do seu motorista, Anderson Gomes.
Quatro dos cinco réus foram condenados pela participação nos homicídios, enquanto o ex-chefe da PC-RJ (Polícia Civil do Rio de Janeiro), Rivaldo Barbosa, foi condenado por obstruir as investigações. O ministro Alexandre de Moraes considerou que os réus agiram em retaliação política pela atuação da vereadora contra a milícia carioca.
A situação de Robson Calixto Fonseca e a decisão do STF geraram debates sobre os critérios para concessão de benefícios e autorizações judiciais em casos criminais, especialmente em relação a questões de saúde e direitos humanos. O caso também ressalta a complexidade do sistema judiciário brasileiro e a necessidade de avaliações cuidadosas em cada situação.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.