Ex-Procurador Dallagnol Acusa “Máfia no Estado Puro” em Caso Master!

“Máfia no Estado Puro”?! Ex-procurador Deltan Dallagnol denuncia esquema bilionário no Banco Master! Operação Compliance Zero prende banqueiro Daniel Vorcaro e outros. Crise no Banco Central e investigações expõem corrupção

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(Imagem de reprodução da internet).

Investigação do Caso Master Revela “Máfia no Estado Puro”, Alega Ex-Procurador

Em uma entrevista divulgada na quarta-feira, 4 de março de 2026, o ex-procurador Deltan Dallagnol classificou as investigações relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao Banco Master como um exemplo de “máfia no estado puro”. A declaração foi feita durante sua participação no programa “Última Análise”, da Gazeta do Povo, que discutia a prisão ordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, como parte da terceira fase da Operação Compliance Zero.

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A operação investiga suspeitas de um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o banco. Além de Daniel Vorcaro, foram presos Luiz Phillipi Machado Mourão e Marilson Roseno da Silva, que, segundo as investigações, participavam de um esquema de ameaça e coação de testemunhas, sob a liderança do banqueiro.

A Polícia Federal também determinou o sequestro de bens no valor de até R$ 22 bilhões.

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Servidores do Banco Central Afastados

O caso do Banco Master também envolveu servidores de carreira do Banco Central, que foram afastados de suas funções após serem identificados como envolvidos com o fundador do banco. A investigação revelou que a instituição utilizava contratos simulados de prestação de serviços, através de uma empresa de consultoria, para justificar transferências financeiras para servidores públicos, como forma de pagamento por serviços prestados.

Dallagnol Liga Caso ao Desmonte da Lava Jato

Deltan Dallagnol associou o caso ao que ele chama de “desmonte das operações de combate à corrupção” no Brasil, argumentando que o fim da Operação Lava Jato criou um ambiente de impunidade que facilita a reorganização de esquemas de lavagem de dinheiro e corrupção política.

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Ele ressaltou que o conteúdo dos celulares apreendidos com o banqueiro é motivo de preocupação em Brasília, devido ao potencial de expor figuras de diferentes poderes.

Prisão e Medidas Judiciais no Caso Master

Na quarta-feira, 4 de março de 2026, o ministro André Mendonça autorizou a terceira fase da Operação Compliance Zero, com o objetivo de prender preventivamente os empresários do Banco Master e Fabiano Zettel. A nova fase visa identificar o grupo responsável por monitorar e intimidar adversários de Vorcaro.

A decisão judicial também autorizou a busca e apreensão em 15 endereços ligados aos investigados em São Paulo e Minas Gerais. Além disso, Mendonça determinou o afastamento de cargos públicos e o sequestro de bens no montante de até R$ 22 bilhões.

A investigação revelou que o grupo contratado por Vorcaro para intimidar adversários teve acesso a sistemas sigilosos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Interpol.

Transferência de Vorcaro e Defesa do Empresário

Daniel Vorcaro foi transferido na manhã de 5 de março de 2026 para a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, um dia após sua prisão na capital paulista. A defesa do empresário afirmou que ele sempre esteve à disposição das autoridades e colaborou de forma transparente com as investigações desde o início, negando categoricamente as acusações.

Os advogados de Vorcaro expressaram confiança de que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta e reafirmaram sua confiança no devido processo legal e no funcionamento das instituições. Até o momento, os advogados dos demais alvos da operação não se manifestaram sobre os fatos imputados pela Polícia Federal.

O Poder360 manterá a reportagem atualizada com as declarações dos advogados.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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