O site divulgou ter identificado a localização da ex-namorada do empresário, que se tornou uma figura central nas investigações sobre o Banco Master. Graeff, que havia sido declarada “não localizada” por comissões do Congresso brasileiro após ser chamada para prestar depoimento, foi vista em Miami, nos Estados Unidos.
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A reportagem detalha que ela foi observada em 26 de março em um restaurante em Miami Beach, acompanhada do pai e de outro familiar. O estabelecimento, situado na movimentada Collins Avenue, é conhecido por sua localização em uma área de alto padrão imobiliário.
A presença de Graeff em Miami Beach foi confirmada por testemunhas. A área, famosa por seus restaurantes sofisticados e vida noturna, é uma região de grande destaque no cenário imobiliário da cidade. A reportagem destaca a localização do restaurante, um ponto de encontro popular entre moradores e turistas de alto poder aquisitivo.
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O Poder360 entrou em contato com a defesa de Graeff, buscando uma declaração sobre a situação. O advogado Lúcio Constantino esclareceu que a empresária sempre esteve disponível para colaborar com as investigações, ressaltando que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) não realizou uma intimação formal.
Constantino enfatizou que a situação se assemelha a uma tentativa de forçar Graeff a viajar para o Brasil para prestar depoimento, o que seria inadequado.
O advogado também informou que Graeff possui cidadania americana há mais de 20 anos. Ele acrescentou que a empresária se encontra em Miami desde 2025, com um veículo de alto valor avaliado em mais de US$ 100 mil, registrado em seu nome.
Documentos obtidos pela reportagem revelaram que o veículo de Graeff já havia pertencido a uma empresa ligada ao ex-marido, um ex-jogador da NBA. A transferência do veículo ocorreu após uma decisão judicial relacionada ao processo de dissolução da união, cujos termos permanecem sob sigilo.
Além disso, Graeff está registrada em um endereço em Surfside, um empreendimento de luxo em Miami-Dade.
A locação do imóvel foi intermediada por uma empresa sem registro corporativo nos Estados Unidos, e o pagamento foi feito antecipadamente para todo o período. A investigação em andamento busca entender as conexões entre Graeff e as suspeitas envolvendo o Banco Master e o empresário Vorcaro.
Graeff foi inicialmente chamada para depor na Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CMPI) do INSS e na CPI do Crime Organizado do Senado, ambas em 25 de março. No entanto, ela não compareceu a nenhuma das sessões, e as comissões informaram que ela não havia sido localizada.
A defesa alegou que Graeff nunca foi intimada formalmente.
As investigações da Polícia Federal, que incluem as apurações sobre o Banco Master e o envolvimento de Vorcaro, revelam conflitos pessoais e tratativas relacionadas a disputas familiares. A defesa de Graeff também afirma que a empresária está defendendo seus bens, que foram alvo de acusações decorrentes do vazamento de conversas privadas.
A convocação para depor faz parte da CPMI que investiga as irregularidades no INSS e possíveis desdobramentos financeiros ligados ao grupo sob investigação.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.
