Ex-agentes analisam segurança após ataque a jantar com Trump em Washington

Ex-agentes analisam a segurança após ataque a jantar com Donald Trump. Entenda como o Serviço Secreto reagiu rapidamente para proteger o presidente.

26/04/2026 10:46

3 min

Ex-agentes analisam segurança após ataque a jantar com Trump em Washington
(Imagem de reprodução da internet).

Ex-agentes comentam segurança após ataque a jantar com Trump

Em entrevista à BBC, ex-agentes do Serviço Secreto e do FBI (Federal Bureau of Investigation) relataram que os procedimentos de segurança foram executados conforme o esperado após o ataque a tiros durante um jantar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, no sábado (25).

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Barry Donadio, ex-agente do Serviço Secreto, destacou: “Com base no meu treinamento e experiência, posso afirmar que eles agiram rapidamente, evitando qualquer incidente desagradável para o presidente.” Trump estava em um jantar com jornalistas no hotel Washington Hilton quando precisou ser retirado às pressas.

Donadio observou que o hotel é “enorme” e acredita que muitos agentes estavam posicionados no momento do ataque. Ele comentou sobre o vídeo do atirador, afirmando que houve pouco tempo para a reação, talvez apenas dois segundos. “A intenção dele era atravessar o posto de controle e chegar o mais perto possível do presidente Trump para atirar”, explicou.

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Embora a presença de atiradores de elite não seja comum em eventos fechados, o ex-agente ressaltou que a segurança é semelhante à de eventos ao ar livre.

Histórico de segurança e protocolos

Donadio lembrou que o atentado contra o ex-presidente Ronald Reagan, em 1981, ocorreu na entrada do mesmo hotel. O Serviço Secreto dos EUA frequenta o local com regularidade e possui um plano de segurança robusto. “O presidente tem sua própria equipe de proteção, assim como a primeira-dama, o vice-presidente e todos os membros do gabinete”, afirmou.

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Ele também destacou que o evento possui sua própria equipe de segurança, criando uma rede de proteção interligada. “O local estava bastante isolado. Eles agiram corretamente, conseguiram deter o atirador e salvar a vida do presidente”, concluiu.

O ex-agente do FBI, Dennis Franks, elogiou o Serviço Secreto, afirmando que eles são “excepcionais” e profissionais em suas funções.

Investigação do incidente

Sobre como lidar com o responsável pelo ataque, Franks mencionou que a situação deve ser analisada caso a caso, considerando os riscos de ferir outras pessoas. Ele também citou que eventos desse tipo geralmente incluem medidas de segurança como detectores de metal e cães farejadores.

O ex-agente do FBI, Daniel Brunner, comentou que a investigação após o ataque deve ocorrer em duas frentes: entender como o suspeito chegou ao local e como o incidente se desenrolou. “Primeiro, eles vão apurar o que aconteceu. Como o indivíduo entrou no hotel?

Como fez a reserva? Vão verificar todos os hóspedes que estavam no hotel no momento do incidente”, explicou.

Brunner acrescentou que outros aspectos também serão investigados, como a influência de terceiros no ataque e o estado mental do suspeito. “Vão tentar descobrir se alguém o estava influenciando e entender suas intenções. O presidente era o alvo ou outra pessoa no local?”, questionou.

O homem que atirou durante o Jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca foi identificado como tendo 31 anos e enfrentará duas acusações: uso de arma de fogo durante um crime violento e agressão a um agente federal com arma perigosa.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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