Europa enfrenta segunda onda de calor em 2026 com temperaturas acima de 40°C e alertas em 26 países

Temperaturas extremas e alertas em 26 países refletem os impactos do aquecimento global, levando a medidas drásticas como a proibição de álcool na França

Uma mulher na Praça do Trocadéro, perto da Torre Eiffel, enquanto as temperaturas sobem em Paris durante uma segunda onda de calor que afeta grande parte da França

A Europa enfrenta sua segunda onda de calor em dois meses, com temperaturas superando os 40°C, o que gera condições perigosas em diversas regiões do continente. A partir de segunda-feira, 22 de junho de 2026, 26 países, da Irlanda à Grécia, emitiram alertas devido ao aumento das temperaturas, caracterizando uma das piores ondas de calor já registradas na Europa Ocidental.

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Impactos nas Medidas Governamentais

O intenso calor resultante de um domo de calor estacionário sobre a Europa levou a França a proibir o consumo de álcool em locais públicos durante a “Fête de la Musique”, um festival anual que atrai milhões às ruas. Essa decisão foi tomada especialmente nas regiões sob alerta vermelho para onda de calor.

O gabinete do primeiro-ministro francês informou que “para todos os eventos organizados pelo Estado e seus órgãos, foram dadas instruções para não oferecer álcool”. Além disso, mais de 800 escolas foram fechadas devido às altas temperaturas.

Na França, onde mais da metade dos 96 departamentos estava sob alerta vermelho no domingo (21), as temperaturas ultrapassaram os 40°C em várias localidades. A previsão é que o calor se intensifique ainda mais nesta semana, com registros que podem chegar a 42°C.

A Météo-France declarou que essa onda de calor poderá ser comparável à de agosto de 2003, que resultou na morte de quase 15 mil pessoas.

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Aquecimento Global e Seus Efeitos

No Reino Unido, as previsões indicam que as temperaturas devem atingir pelo menos 39°C na quarta-feira (24), superando o recorde histórico para junho de 35,6°C registrado em 1976. O Met Office emitiu um “Alerta Vermelho de Calor Extremo” para os dias seguintes e advertiu sobre “noites tropicais”, quando as temperaturas não caem abaixo de 20°C.

Esse cenário é preocupante pois dificulta o descanso e a recuperação do corpo.

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Cientistas têm ressaltado a gravidade dessa onda de calor no Reino Unido, destacando que são dois meses seguidos em que os recordes históricos foram quebrados por margens superiores a 2 graus Celsius. Akshay Deoras, meteorologista da Universidade de Reading, descreveu a situação como uma “fornalha impulsionada por um ‘domo de calor’”, afetando principalmente o sul do país.

Na Espanha, as altas temperaturas também estão causando desconforto significativo. Na costa de Almería, as mínimas noturnas não caíram abaixo dos 30°C. Em Madri, uma área destinada à exibição pública da Copa do Mundo foi fechada devido ao calor extremo.

A AEMET (Agência Estatal de Meteorologia) alertou que o perigo é significativo em várias partes do país.

Estudos indicam que ondas de calor extremas se tornarão cada vez mais comuns devido às mudanças climáticas provocadas pela atividade humana. De acordo com especialistas, essas condições estão sobrecarregando a atmosfera com calor adicional e intensificando as temperaturas extremas além dos padrões históricos.