Europa avalia estratégias para responder às ameaças de tarifas de Donald Trump, enquanto negociações comerciais com os EUA são retomadas. Descubra os detalhes!
A Europa está considerando diversas opções para responder às ameaças de tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, especialmente em meio aos apelos para a anexação da Groenlândia. As alternativas discutidas envolvem estratégias diplomáticas e econômicas, dependendo da disposição do continente em confrontar seu aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
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Na quinta-feira (21), a União Europeia (UE) retomou as negociações sobre o acordo comercial com os EUA, firmado no ano anterior. Isso ocorre em protesto contra as exigências de Trump relacionadas à Groenlândia e as ameaças de tarifas direcionadas aos aliados europeus que se opuserem a seus planos.
Além disso, a UE está considerando a imposição de tarifas retaliatórias que totalizam € 93 bilhões (US$ 108 bilhões), previamente anunciadas, mas adiadas devido ao acordo comercial, conforme reportado pela Reuters. Outras duas opções ainda estão em análise.
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A UE não descartou a possibilidade de utilizar a chamada “bazuca comercial”, uma ferramenta criada em 2023 para lidar com países como a China, e não com aliados como os EUA. Essa medida pode ser acionada se um país tentar coagir a UE ou seus Estados-membros por meio de ações que impactem o comércio ou investimento.
Se implementada, a “bazuca comercial” pode restringir o acesso de alguns produtos americanos aos mercados da UE ou impor controles de exportação. No entanto, devido à sua natureza burocrática, a aplicação dessa medida pode levar meses e é considerada um recurso extremo, nunca tendo sido utilizada anteriormente.
A Europa e a Otan têm buscado dialogar com Donald Trump, com líderes enviando mensagens diretamente a ele. Recentemente, Trump divulgou algumas dessas comunicações. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, expressou seu compromisso em encontrar uma solução para a Groenlândia.
O presidente da França, Emmanuel Macron, adotou uma postura semelhante, propondo reuniões multilaterais e bilaterais durante a visita de Trump ao Fórum Econômico Mundial em Davos. Essa intensa atividade diplomática parece ter influenciado Trump, que, segundo um alto funcionário britânico, admitiu em uma conversa com o primeiro-ministro Keir Starmer que pode ter recebido “informações incorretas” sobre o envio de tropas europeias para a Groenlândia.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.