Eugênio Aragão renuncia à defesa de Paulo Henrique Costa e levanta dúvidas sobre delação

Eugênio Aragão renuncia à defesa de Paulo Henrique Costa, levantando dúvidas sobre a viabilidade da delação premiada. O que isso significa para o caso?

Eugênio Aragão renuncia à defesa de Paulo Henrique Costa

Eugênio Aragão decidiu renunciar à defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), em meio às negociações de colaboração premiada do executivo com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo o analista político Teo Cury, a saída de Aragão do caso ocorreu devido a divergências sobre a condução das tratativas, levantando dúvidas sobre a viabilidade do acordo. “Coloca em xeque e aumenta a desconfiança sobre se essa delação vai parar em pé ou não”, afirmou Cury durante o Live CNN desta terça-feira (20).

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Em nota, Aragão ressaltou que, ao longo de seus quase 30 anos de carreira, sempre participou de iniciativas jurídicas pautadas pela seriedade, confiança profissional e responsabilidade. O advogado também mencionou que “eventual colaboração premiada apenas seria considerada diante da existência de provas consistentes e inequívocas”, sempre respeitando a legalidade, as instituições e a reputação das pessoas envolvidas.

Teo Cury considerou a declaração de Aragão bastante reveladora. “É gritante. Há uma desconfiança, a partir dessa nota, de que talvez a delação não pare em pé na avaliação do advogado”, comentou. O conteúdo das negociações permanece em sigilo, sendo conhecido apenas pelos advogados envolvidos – Davi Tangerino, que continua na defesa, e Aragão, que se afastou do caso – além do próprio Paulo Henrique e dos investigadores.

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Delação de Vorcaro

A saída de Aragão não é o único fator de instabilidade nas tratativas de colaboração premiada relacionadas ao caso. A principal delação em negociação, a de Vorcaro, cuja proposta foi enviada à PF e à PGR há duas semanas, também enfrenta dificuldades.

Teo Cury informou que, nos últimos 15 dias, não houve progresso significativo nas negociações. “Não tem, por enquanto, uma perspectiva de que deixem o papel e, de fato, se concretizem”, resumiu.

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Os investigadores ainda não confirmaram se a proposta de Vorcaro inclui elementos inéditos que corroboram as provas já existentes ou que demonstrem capacidade de ressarcimento aos cofres públicos. “São duas tratativas para delação que avançaram, mas que até agora não saíram do papel e não têm, por enquanto, a perspectiva de que de fato se concretizem”, observou Cury.