EUA Sob Suspeita: Ataque a Escola no Irã Deixa Dezenas de Crianças Mortas!

Ataque devastador a escola no Irã levanta suspeitas sobre possível envolvimento dos EUA. Especialistas analisam evidências que podem mudar tudo!

4 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Possível Responsabilidade dos EUA em Ataque a Escola no Irã

Um ataque a uma escola primária no sul do Irã, que resultou na morte de dezenas de crianças, pode ter sido realizado por forças dos Estados Unidos, conforme análise da CNN e especialistas. Imagens de satélite, vídeos geolocalizados e declarações de autoridades americanas indicam que a escola Shajare Tayyiba, em Minab, foi atingida em 28 de fevereiro, coincidentemente com um ataque a uma base naval da IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica).

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A Casa Branca não descartou a possibilidade de envolvimento militar americano no ataque, que, segundo a mídia estatal iraniana, deixou pelo menos 168 crianças e 14 professores mortos. Um porta-voz das FDI (Forças de Defesa de Israel) declarou que não tinha conhecimento de atividades de suas forças na região.

Ambos os países afirmaram que não têm como alvo civis.

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Investigação e Evidências

A CNN, ao investigar a responsabilidade por ataques em conflitos, normalmente analisa imagens de destroços e as submete a especialistas em munições. Contudo, com o bloqueio da internet no Irã, as evidências visuais são limitadas, impossibilitando uma avaliação conclusiva neste caso.

No entanto, outros indícios sugerem que os EUA podem ser responsáveis pelo ataque, que ocorreu na manhã de sábado, primeiro dia da semana de trabalho e aulas no Irã.

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Vídeos geolocalizados mostram que a escola foi atingida em um horário próximo ao do ataque à base naval. Um dos vídeos revela fumaça saindo tanto da instalação da IRGC quanto da escola. Imagens de 2013 indicam que a escola e a base estavam no mesmo complexo, mas registros de 2016 mostram que uma cerca foi construída para separá-las.

Opiniões de Especialistas

N.R. Jenzen-Jones, especialista em munições, afirmou que as imagens e vídeos de satélite indicam múltiplos ataques simultâneos atingindo tanto a base da Guarda Revolucionária quanto a escola. Inicialmente, especulou-se que a explosão na escola poderia ser resultado de uma falha no sistema de defesa aérea iraniano, mas Jenzen-Jones considera essa explicação improvável.

Ele argumenta que os danos significativos na base naval sugerem que foram causados por munições guiadas de precisão, e não por mísseis de defesa aérea. Segundo o especialista, ataques direcionados a bases militares como a de Minab são comuns nos primeiros confrontos de um conflito.

Confirmações e Investigações em Andamento

Autoridades americanas confirmaram ataques a alvos militares no sul do Irã. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, apresentou um mapa mostrando os ataques realizados pelos EUA e Israel nas primeiras 100 horas da guerra. Ele destacou que as forças americanas têm exercido pressão marítima ao longo da costa sudeste do Irã.

A explicação mais plausível para o ataque à escola, segundo Jenzen-Jones, é que os EUA podem ter atingido a instalação inadvertidamente durante o ataque à base naval. Ele sugere que uma falha de seleção de alvos pode ter ocorrido, resultando em um ataque ao alvo errado.

O Departamento de Defesa dos EUA não confirmou nem negou a responsabilidade. O Centcom, ao ser questionado, afirmou que o caso está sob investigação. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, mencionou que a apuração ainda está em andamento. Investigadores militares americanos acreditam que as forças dos EUA são provavelmente responsáveis pelo ataque.

Volker Türk, chefe de uma organização, expressou sérias preocupações sobre a conformidade dos ataques com o direito internacional humanitário. A porta-voz da ONU, Ravina Shamdasani, ressaltou a necessidade de responsabilização, afirmando que o ataque não pode ser apenas mais um incidente que desaparece das manchetes.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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