Estados Unidos realizam teste do míssil balístico intercontinental “Minuteman III” na Califórnia, com foco na eficácia do sistema de armas.
Nesta terça-feira (4), os Estados Unidos anunciaram a realização de um teste programado do míssil balístico intercontinental “Minuteman III” sem ogiva, previsto para quarta-feira (5). O lançamento ocorrerá na Califórnia, a partir de uma base da Força Espacial dos EUA.
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Segundo informações da base militar, o principal objetivo do teste é avaliar a eficácia e a prontidão do sistema de armas. Este será o primeiro lançamento desde que o presidente Donald Trump fez um anúncio na semana passada.
O “Minuteman III” é um míssil balístico intercontinental (ICBM) com peso de 36 toneladas, movido a combustível sólido e capaz de transportar uma ogiva nuclear. Desenvolvido em 1970, os EUA possuem atualmente 400 unidades que são testadas e modernizadas regularmente.
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O último lançamento do míssil ocorreu em maio deste ano. Recentemente, Trump ordenou testes de armas nucleares “em pé de igualdade” com países que possuem programas semelhantes.
O senador Tom Cotton, presidente do Comitê de Inteligência do Senado, sugeriu que os testes nucleares mencionados por Trump poderiam envolver pequenas explosões subterrâneas controladas. O anúncio da Casa Branca sobre a retomada dos testes nucleares segue os recentes testes do veículo submarino de propulsão nuclear “Poseidon” e do míssil de cruzeiro intercontinental “Burevestnik”.
Valery Gerasimov, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, informou que o “Burevestnik” completou um voo de teste de 14.000 quilômetros, com mais testes programados. Trump, em entrevista à CBS News, afirmou que os EUA testarão armas nucleares como outros países, citando Rússia e China.
Donald Trump declarou que os EUA possuem “armas nucleares suficientes para destruir o mundo 150 vezes”, mas são “o único país que não realiza testes”. Ele enfatizou que não deseja ser o único a não testar.
O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que Moscou não seria a primeira a realizar um teste nuclear, mas responderia se necessário. O porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, comentou que Moscou agiria conforme a moratória sobre testes nucleares, caso fosse violada, e destacou que os testes do “Burevestnik” não devem ser considerados testes nucleares.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.