EUA realizam ataques a alvos no Irã em resposta a agressões e ameaças de drones

Estados Unidos intensificam tensões com ataques a alvos no Irã, em resposta a ações agressivas. O que isso significa para a região? Clique e descubra!

(Imagem de reprodução da internet).

Estados Unidos Realizam Ataques a Alvos no Irã

Durante o fim de semana, os Estados Unidos realizaram ataques direcionados a radares iranianos e centros de comando e controle de drones nas ilhas de Goruk e Qeshm, conforme informou o CENTCOM (Comando Central dos EUA) na madrugada desta segunda-feira (1°).

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Essa ação foi uma resposta a “ações agressivas do Irã, incluindo o abate de um drone MQ-1 dos EUA que operava sobre águas internacionais”, segundo o exército americano em uma publicação no X.

O CENTCOM descreveu a ofensiva como “uma resposta necessária”. Em seu comunicado, o exército dos EUA afirmou que “aeronaves de combate responderam rapidamente, destruindo defesas aéreas iranianas, uma estação de controle em solo e dois drones de ataque unidirecional que representavam ameaças claras a embarcações na região”.

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Nenhum militar americano ficou ferido durante os ataques, de acordo com o CENTCOM.

O Comando também destacou que “continuará protegendo ativos e reagindo à agressão iraniana considerada injustificada durante o atual cessar-fogo”. Na mesma madrugada, o Kuwait, que abriga uma base militar dos Estados Unidos, interceptou ataques de mísseis e drones do Irã, enquanto sirenes soavam em todo o país, conforme relatou a agência de notícias estatal KUNA, que não forneceu mais detalhes sobre os incidentes.

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Contexto da Conflito

No dia 28 de fevereiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um ataque “de grande escala” ao Irã, afirmando que o principal objetivo era “defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano”. Segundo Trump, essas ameaças incluíam o programa nuclear de Teerã, um ponto de atrito que tem dificultado as negociações para encerrar os combates.

Os ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã resultaram na morte do então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, causando milhares de mortes e danos a diversos museus, edifícios históricos e sítios culturais, conforme relatado por veículos de imprensa e autoridades iranianas.

Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques retaliatórios em todo o Oriente Médio e fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica que transporta cerca de 20% do petróleo mundial.

Semanas antes do início da guerra, o governo Trump havia realizado o maior acúmulo militar no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003, gerando alertas sobre a escalada da violência regional. Ao mesmo tempo, enviados dos EUA mantinham conversas regulares com o Irã sobre um possível novo acordo nuclear, mas essas negociações não conseguiram evitar a ação militar, já que o Irã rejeitava “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”.

O início da guerra em fevereiro também se deu após protestos em massa contra o regime no Irã, impulsionados pelo descontentamento econômico e pelo aumento dos custos.