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EUA podem suspender sanções ao petróleo iraniano e impactar preços globais em breve!

Os EUA podem suspender sanções ao petróleo iraniano retido, segundo Scott Bessent. Essa medida pode impactar os preços e a oferta global. Saiba mais!

Por: Bianca Lemos

19/03/2026 20:41

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Possível Suspensão de Sanções ao Petróleo Iraniano

Os Estados Unidos podem em breve suspender as sanções relacionadas ao petróleo iraniano que está retido em navios-tanque no mar, conforme declarado pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, nesta quinta-feira (19). Essa medida surge em meio aos esforços de Washington para conter a alta dos preços, que foram impactados pelo fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã.

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Bessent mencionou que “nos próximos dias, poderemos suspender as sanções ao petróleo iraniano que está ancorado no mar, totalizando cerca de 140 milhões de barris”.

Ele acrescentou que a liberação desse petróleo sancionado para o mercado global poderia ajudar a manter os preços do petróleo baixos por um período de 10 a 14 dias. Atualmente, os preços do petróleo têm se mantido acima de US$ 100 por barril, especialmente nas últimas duas semanas, enquanto o Irã impedia a navegação no Estreito de Ormuz e atacava petroleiros.

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Medidas do Departamento do Tesouro

Recentemente, o Departamento do Tesouro adotou uma medida semelhante que permitiu temporariamente a venda de petróleo russo sancionado que estava retido em navios-tanque, o que, segundo Bessent, adicionou cerca de 130 milhões de barris à oferta global.

Uma fonte próxima ao planejamento do Departamento do Tesouro indicou que, caso o governo Trump decida aliviar as sanções ao petróleo iraniano, uma alternativa poderia ser uma isenção semelhante à utilizada para o petróleo russo, permitindo a venda de petróleo bruto já retido no mar por um período limitado.

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A fonte, que preferiu não ser identificada, comentou que essa possível isenção poderia facilitar a redistribuição do petróleo destinado à China para os mercados globais, ajudando a garantir um abastecimento adequado e a reduzir a influência do Irã sobre o Estreito de Ormuz.

Aumento da Oferta de Petróleo

Bessent também afirmou que os EUA tomariam outras medidas para aumentar a oferta de petróleo, incluindo a liberação unilateral de estoques da Reserva Estratégica de Petróleo, além da liberação conjunta coordenada do G7 de 400 milhões de barris na semana passada.

Ele enfatizou que o Tesouro “absolutamente não” tentaria intervir nos mercados futuros de petróleo, mas tomaria ações para aumentar a oferta física e compensar o déficit de 10 a 14 milhões de barris por dia resultante do fechamento do Estreito de Ormuz.

O presidente dos EUA, Donald Trump, elogiou a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, durante uma reunião na Casa Branca na quinta-feira, destacando sua postura em relação ao Irã. O Japão se uniu a importantes nações europeias ao afirmar que tomaria medidas para estabilizar os mercados de energia e garantir a passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz.

Desafios no Mercado de Energia

Bessent comentou que a marinha japonesa possui algumas das melhores embarcações de caça-minas e capacidades de detecção de minas, e expressou a expectativa de que o Japão liberasse mais de suas grandes reservas de petróleo para atender ao mercado pressionado.

Ele também observou que a China se tornou um fornecedor “pouco confiável” de produtos refinados, uma vez que interrompeu a exportação de combustível de aviação e outros produtos para países da Ásia.

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Autor(a):

Bianca Lemos

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.