EUA matam três pessoas em ataque a embarcação no Mar do Caribe
A ofensiva integra uma campanha iniciada em setembro de 2025, que já matou mais de 220 pessoas e é contestada por entidades de direitos humanos.
O Exército dos Estados Unidos informou na madrugada desta quarta – feira (9) que três pessoas morreram durante um ataque contra uma embarcação no Mar do Caribe. A ação foi atribuída ao Comando Sul dos EUA, que afirmou ter como alvo uma embarcação de alta velocidade usada em rotas conhecidas de tráfico de drogas.
O episódio é o mais recente de uma série de ofensivas realizadas desde setembro de 2025. O governo do presidente Donald Trump diz que as embarcações atingidas transportavam drogas, enquanto organizações de direitos humanos contestam a legalidade das operações e as classificam como execuções extrajudiciais.
Ataque ocorreu em rota de tráfico no Caribe
Em comunicado, o (Comando Sul dos EUA) descreveu a ação como um “ataque cinético letal contra uma embarcação de alta velocidade que operava em rotas conhecidas de tráfico de drogas no Caribe.” O comando também afirmou ter usado “informações de inteligência confirmadas” para sustentar que a embarcação estava envolvida ativamente com o, sem fornecer mais detalhes.
O ataque matou três pessoas, segundo a informação divulgada pelo Exército dos Estados Unidos. A operação faz parte de uma sequência de ações contra embarcações no Caribe que Washington relaciona ao combate de “narcoterroristas”.
Desde setembro de 2025, os ataques do Exército dos EUA contra essas embarcações no Caribe e mataram mais de 220 pessoas. O governo de Donald Trump sustenta que os alvos estavam ligados ao transporte de drogas, mas não foram apresentados, no comunicado citado, outros detalhes sobre a embarcação atingida nesta quarta – feira (9.
Entidades questionam legalidade das operações
Especialistas e defensores dos direitos humanos, nos Estados Unidos e em outros países, questionaram a legalidade dos ataques. A Human Rights Watch e especialistas independentes da ONU classificaram as ações como execuções extrajudiciais ilegais.
A ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis) também contestou as justificativas apresentadas pelo governo Trump. Para a organização, as alegações contra os alvos são “afirmações infundadas e que buscam disseminar o medo”.
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As críticas se concentram na falta de informações públicas sobre as operações e na morte das pessoas atingidas. Organizações de direitos humanos afirmam que os ataques representam execuções extrajudiciais, enquanto Washington mantém a versão de que as embarcações estavam envolvidas com o tráfico de drogas.