EUA intensificam ataques ao Irã após promessas de Trump; como Teerã reage a essa escalada?

Os ataques dos EUA ao Irã se intensificam, gerando reações de Teerã e preocupações sobre possíveis consequências. Quais serão os próximos passos no conflito?

(Imagem de reprodução da internet).

Estados Unidos Intensificam Ataques ao Irã

Os Estados Unidos iniciaram uma série de ataques a múltiplos alvos no Irã pelo segundo dia consecutivo, conforme informado pelo Comando Central dos EUA. Essa ação ocorre após o presidente Donald Trump prometer retomar os bombardeios ao país. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, declarou que os EUA atacariam “instalações-chave” no Irã.

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Na quarta-feira, Washington e Teerã trocaram ataques após o Irã derrubar um helicóptero Apache americano.

O Comando Central dos EUA classificou os ataques recentes como uma resposta à “agressão injustificada e contínua do Irã”. A mídia oficial iraniana reportou bombardeios em áreas próximas a Minab e Sirik, localizadas no sul do Irã, nas proximidades do Estreito de Ormuz.

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Hegseth, por sua vez, não respondeu se atacar infraestrutura civil poderia ser considerado um crime de guerra.

Reações e Consequências

O presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que as ameaças dos EUA de atingir infraestrutura crítica, como setores de transporte, eletricidade e água, refletem fraqueza, não força. Oficiais militares iranianos demonstraram desinteresse em relação aos comentários recentes de Trump.

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O presidente dos EUA expressou frustração com a lentidão das negociações para um acordo de paz, afirmando que o Irã “pagará o preço” por demorar a negociar e que tudo o que precisa fazer é “começar a assinar um papel”.

Uma delegação do Catar chegou a Teerã para discutir esforços diplomáticos relacionados ao conflito com os Estados Unidos, segundo a emissora estatal iraniana IRIB. Fontes diplomáticas indicam que os negociadores ainda estavam no país quando os EUA lançaram novos ataques.

Tensões e Impactos Econômicos

O presidente Trump revelou que, no mês passado, ordenou às Forças Armadas americanas a execução de uma “missão secreta” para apoiar petroleiros e navios comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz, destacando que mais de 200 embarcações comerciais passaram pela hidrovia nesse período.

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As tensões entre Washington e Teerã têm contribuído para a instabilidade nos mercados financeiros.

Na quarta-feira (10), o preço do petróleo Brent subiu 1,8%, alcançando US$ 91,10 por barril. O S&P 500 e o Nasdaq registraram quedas de 4,5% e 7,1%, respectivamente, desde que atingiram seus recordes em 2 de junho. O Dow Jones também caiu cerca de 3,2% desde seu último recorde em 4 de junho.

Além disso, o chefe de direitos humanos da ONU enviará investigadores ao Líbano para “coletar provas” sobre “supostas violações de direitos” no país, mais de três meses após o conflito entre as forças israelenses e o Hezbollah. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, exortou o povo libanês a “tomar o controle do seu futuro” e construir um país livre da influência do Hezbollah, em uma mensagem gravada.