EUA impõem sanções a autoridades iranianas em resposta à repressão de protestos em 2026

EUA impõem sanções a cinco autoridades iranianas por repressão a protestos. Trump intensifica pressão sobre Teerã e promete apoio ao povo iraniano.

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(Imagem de reprodução da internet).

Sanções dos EUA a Autoridades Iranianas

Na quinta-feira, 15 de outubro de 2026, os Estados Unidos anunciaram sanções contra cinco autoridades iranianas, acusadas de serem responsáveis pela repressão aos protestos no país. O presidente Donald Trump continua a intensificar a pressão sobre Teerã, afirmando que está monitorando as transferências de fundos dos líderes iranianos para bancos internacionais.

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O Departamento do Tesouro dos EUA divulgou um comunicado informando que as sanções foram impostas ao secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, além do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica e dos comandantes das forças policiais. Essas autoridades foram apontadas como os principais responsáveis pela repressão aos manifestantes.

Condições nas Prisões e Mensagem de Washington

Além das sanções a indivíduos, os EUA também penalizaram a prisão de Fardis, onde, segundo o Departamento de Estado, as mulheres enfrentaram tratamento cruel e degradante. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, destacou em um vídeo que a mensagem de Washington aos líderes iranianos é clara: “Estamos cientes de que vocês estão transferindo rapidamente os fundos roubados das famílias iranianas para instituições financeiras ao redor do mundo.

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Nós os rastrearemos”.

Bessent também fez um apelo para que os líderes iranianos cessem a violência e apoiem o povo do Irã. A missão do Irã na ONU, localizada em Nova York, não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário sobre as sanções.

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Reações do Governo Iraniano

Os líderes iranianos atribuíram a agitação a inimigos históricos, como os EUA e Israel. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o governo está trabalhando para resolver os problemas econômicos que originaram os protestos, incluindo questões de corrupção e taxas de câmbio, com o objetivo de melhorar o poder de compra da população mais vulnerável.

Os protestos, que começaram em resposta ao aumento dos preços, evoluíram para um dos maiores desafios ao regime clerical desde a Revolução Islâmica de 1979. O grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos EUA, reportou até agora a morte de 2.435 manifestantes e 153 pessoas ligadas ao governo.

Compromisso dos EUA com os Direitos Humanos

Trump tem reiterado sua disposição de intervir em apoio aos manifestantes no Irã, onde a repressão tem sido severa desde o final de dezembro. Bessent afirmou que “os Estados Unidos apoiam firmemente o povo iraniano em sua busca por liberdade e justiça”, prometendo que o Tesouro utilizará todos os recursos disponíveis para atingir aqueles que perpetuam a opressão.

Além disso, o Tesouro dos EUA impôs sanções a 18 indivíduos envolvidos na lavagem de lucros provenientes das vendas de petróleo e petroquímicos iranianos, parte de um sistema bancário paralelo de instituições financeiras sancionadas. Esta ação representa mais um passo na campanha de “pressão máxima” de Trump sobre o Irã, que visa eliminar suas exportações de petróleo e impedir o desenvolvimento de armas nucleares, algo que Teerã nega estar buscando.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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