EUA e México iniciam discussões sobre reformas no USMCA, visando regras mais rigorosas e proteção a trabalhadores. O que isso significa para o futuro comercial?
Na quarta-feira (28), o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, e o secretário da Economia do México, Marcelo Ebrard, concordaram em iniciar discussões formais sobre possíveis reformas no acordo comercial entre os três países.
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A informação foi divulgada pelo gabinete de Greer.
As reformas propostas para a revisão do USMCA incluem regras de origem mais rigorosas para produtos industriais, maior colaboração em minerais críticos, além de esforços conjuntos para proteger trabalhadores e produtores. Também foi mencionado o combate ao “dumping implacável de produtos manufaturados na região”, conforme comunicado do gabinete do representante comercial dos EUA.
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De acordo com o acordo comercial trilateral, que entrou em vigor em 2020, uma revisão conjunta deve ser iniciada até 1º de julho de 2026, marcando o sexto aniversário do pacto. O objetivo é confirmar a intenção de renová-lo por 16 anos ou realizar modificações, conforme descrito como uma “cláusula de caducidade”.
Greer mencionou a parlamentares em dezembro que as “deficiências do USMCA são tais que a aprovação automática do acordo não é do interesse nacional” dos EUA. Ele destacou que o pacto não está preparado para lidar com o aumento das exportações e investimentos de economias não orientadas para o mercado na região.
O presidente dos EUA, Donald Trump, também se manifestou, afirmando que o pacto comercial é “irrelevante” para os EUA, apesar da forte integração econômica. Após a reunião, Ebrard considerou a discussão positiva e afirmou que os dois lados conversaram sobre os próximos passos para o USMCA, incluindo novas tarifas dos EUA que afetam as exportações de automóveis do México.
“Este ano, ele precisa ser revisado, como vocês sabem”, disse Ebrard sobre o USMCA. “Já avançamos em muitas questões para que a revisão ocorra da forma mais rápida e eficaz possível.” O USMCA tem protegido o México da maior parte das tarifas impostas pelo presidente Trump, permitindo que mercadorias que atendem às regras de origem entrem nos EUA sem impostos.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.