EUA e Irã: O que pode acontecer se as negociações falharem e a guerra recomeçar?

As negociações entre EUA e Irã avançam, mas o clima de tensão persiste. O que pode acontecer se um novo conflito eclodir? Descubra as possíveis consequências!

(Imagem de reprodução da internet).

Negociações entre EUA e Irã: Possíveis Consequências de um Novo Conflito

Com as negociações entre os Estados Unidos e o Irã se aproximando de um possível acordo, Teerã demonstra que um retorno à guerra seria muito diferente do anterior. Na quinta-feira (28), autoridades dos EUA informaram que um acordo provisório havia sido alcançado nas conversas entre as duas nações, aguardando a aprovação do presidente Donald Trump.

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Apesar do progresso relatado pelos negociadores, o confronto militar continua sem sinais de diminuição. Os EUA realizaram sua segunda rodada de ataques contra o Irã em poucos dias, enquanto escaramuças persistiam na noite de quinta-feira no Estreito de Ormuz.

As autoridades iranianas têm mostrado confiança em suas opções militares, caso a diplomacia não avance. A Guarda Revolucionária advertiu que um novo conflito se espalharia “muito além da região”, ameaçando com “golpes devastadores” e “ruína total” em locais que os adversários “nem sequer podem imaginar”.

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Esses alertas surgem após uma guerra em que o Irã atacou bases americanas e infraestrutura crítica em países árabes do Golfo, além de bloquear a navegação no Estreito de Ormuz, causando um choque energético global.

Possíveis Respostas do Irã em Caso de Conflito

Se a guerra recomeçar, o Irã pode adotar diversas estratégias de resposta. Uma delas seria a implementação de um novo bloqueio. O Irã, que não consegue prevalecer por meios militares convencionais, busca dissuadir por meio de danos econômicos globais, especialmente através do bloqueio do Estreito de Ormuz, um ponto crucial para o comércio marítimo.

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Teerã poderia tentar interromper o Estreito de Bab el-Mandeb, utilizando seus aliados, os Houthis no Iémen, para fechar outra artéria vital que conecta rotas comerciais entre a Europa, Ásia e o mundo árabe.

Tal ação aumentaria a pressão econômica global, já que em 2023, mais de 10% do comércio mundial de petróleo passava por Bab el-Mandeb. Após a insegurança criada pelos Houthis na região em 2024, essa participação caiu drasticamente. Umud Shokri, estrategista de energia, destacou que uma crise simultânea em Bab el-Mandeb e no Estreito de Ormuz teria consequências severas, elevando preços do petróleo e pressão inflacionária mundial.

Escalada em Respostas Militares

Se Trump cumprir sua ameaça de atacar as instalações de petróleo do Irã, Teerã poderá expandir a guerra para o mundo árabe, visando locais sensíveis para causar pânico econômico. Ahmad Bakhshayesh Ardestani, membro do comitê de segurança nacional do Irã, afirmou que, se os EUA atacarem as instalações petrolíferas iranianas, retaliarão atingindo poços de petróleo nos países árabes do Golfo, uma escalada significativa em relação ao conflito anterior.

Além disso, mesmo após o cessar-fogo em 8 de abril, grupos apoiados pelo Irã foram responsabilizados por ataques a instalações nos Emirados Árabes Unidos e na Arábia Saudita. Durante a guerra, o Irã disparou mísseis contra alvos civis, mas evitou atacar usinas de dessalinização que fornecem água potável.

Nicole Grajewski, professora assistente, minimizou a ameaça de “surpresas” do Irã, ressaltando que suas armas são bem conhecidas.

Possíveis Alvos na Europa e Avanços Tecnológicos

Recentemente, páginas ligadas à Guarda Revolucionária publicaram imagens que supostamente mostravam aeronaves americanas em Creta. Embora a autenticidade das imagens não tenha sido verificada, a ameaça de expandir os alvos para além da região aumenta a possibilidade de retaliação em áreas distantes.

Durante a guerra, o Irã demonstrou capacidade de lançar mísseis balísticos a longas distâncias, incluindo tentativas de atingir bases militares no Oceano Índico.

Farzin Nadimi, pesquisador sênior, alertou que, se o Irã decidir testar seus mísseis de longo alcance contra a Europa, alvos poderiam incluir bases aéreas importantes no Reino Unido e na Alemanha. No entanto, essa possibilidade seria reservada para um nível elevado de escalada.

Além disso, o Irã pode buscar aprimorar suas capacidades de mísseis de cruzeiro e desenvolver drones mais sofisticados, equipados com inteligência artificial para aumentar suas chances de sucesso em um eventual ataque.