EUA e Irã: Marco Rubio fala sobre possível acordo e impacto nos preços do petróleo

EUA e Irã podem estar próximos de um acordo histórico, mas desafios permanecem. Descubra os detalhes que podem impactar o mercado de petróleo!

Possível Acordo entre EUA e Irã

Os Estados Unidos podem alcançar um acordo favorável com o Irã ou optar por lidar com o país de outra forma, afirmou o secretário de Estado Marco Rubio nesta segunda-feira (25). Enquanto isso, Washington diminui as expectativas de um avanço imediato na guerra que já dura três meses.

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Durante uma coletiva de imprensa em Nova Délhi, Rubio destacou que os EUA dariam à diplomacia todas as oportunidades antes de considerar alternativas, após o presidente Donald Trump ter declarado no domingo (24) que orientou seus representantes a não apressarem um acordo com o Irã.

Rubio mencionou que havia “algo bastante sólido em discussão” em relação à capacidade do Irã de abrir o estreito e entrar em uma negociação significativa sobre a questão nuclear, expressando esperança de que isso se concretize. No dia anterior, Trump publicou em sua rede Truth Social sobre o bloqueio dos EUA aos navios iranianos no Estreito de Ormuz, pedindo calma a ambos os lados para que tudo fosse feito corretamente.

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O governo iraniano não respondeu imediatamente, mas a agência de notícias Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária do Irã, alegou que os EUA ainda estavam dificultando partes de um possível acordo, incluindo a exigência de liberar fundos congelados.

Impacto nos Preços do Petróleo

Os preços do petróleo caíram 6% nesta segunda-feira, atingindo mínimas de duas semanas, à medida que crescia o otimismo sobre um possível acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã. No sábado (23), Trump havia elevado as expectativas ao afirmar que Washington e Teerã haviam “negociado em grande parte” um memorando de entendimento que reabriria o Estreito de Ormuz, uma importante via de transporte que antes do conflito respondia por um quinto das remessas globais de petróleo e gás natural liquefeito.

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Entretanto, as negociações permanecem desafiadoras, com as ambições nucleares do Irã, a guerra de Israel no Líbano contra a milícia Hezbollah, apoiada pelo Irã, e as exigências de Teerã para o levantamento de sanções e a liberação de bilhões de dólares em receitas petrolíferas congeladas em bancos estrangeiros.

Desenvolvimentos nas Negociações

Um alto funcionário do governo Trump descreveu os contornos mais recentes das questões em negociação, afirmando que o Irã concordou “em princípio” em se desfazer do urânio altamente enriquecido em troca do levantamento do bloqueio naval pelos Estados Unidos.

O funcionário acrescentou que o Líder Supremo do Irã, Aiatolá Mojtaba Khamenei, havia endossado o esboço do acordo, embora não houvesse confirmação imediata por parte do Irã sobre o que significava um acordo “em princípio”.

O funcionário americano indicou que Washington previa, inicialmente, a reabertura do estreito e o levantamento do bloqueio naval americano, enquanto os detalhes sobre as medidas nucleares levariam mais tempo para serem negociados. Ele refutou sugestões de que o Irã não teria aceitado se desfazer de seu estoque de urânio enriquecido, enfatizando que a questão era “como” isso seria feito.

Consequências do Conflito

Trump, cuja popularidade foi impactada pela guerra e seus efeitos nos preços da energia nos EUA, tem enfrentado esforços do Congresso para limitar seus poderes de guerra. Ele reiterou a possibilidade de um acordo para encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro.

Desde o início de abril, um cessar-fogo frágil tem sido mantido. O presidente respondeu às críticas sobre sua condução das negociações, afirmando que qualquer acordo que ele firmar com o Irã será bom e adequado.

Embora um acordo que reforce o atual cessar-fogo traga alívio aos mercados, não resolverá imediatamente a crise energética global, que tem elevado os custos de combustíveis, fertilizantes e alimentos. Os bombardeios conjuntos entre Estados Unidos e Israel resultaram em milhares de mortes no Irã antes de serem suspensos no início de abril, enquanto Israel também causou um grande número de mortes e deslocamentos no Líbano, perseguindo o grupo Hezbollah.

Os ataques iranianos contra Israel e países vizinhos do Golfo Pérsico resultaram em diversas fatalidades.