Intensificam-se os esforços diplomáticos entre EUA e Irã, com possíveis encontros em pauta. Tensão cresce enquanto Trump alerta sobre consequências severas
Os esforços diplomáticos para prevenir um ataque dos Estados Unidos ao Irã estão se intensificando, conforme informações de autoridades americanas e de outros países ocidentais. Mediadores da região estão avaliando a possibilidade de um encontro entre representantes iranianos e o enviado diplomático americano, Steve Witkoff, ainda nesta semana.
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Embora a reunião ainda não esteja agendada, a disposição do Irã em atender às condições impostas pelos EUA para um acordo permanece incerta. Witkoff deve viajar para o Oriente Médio no início da semana, onde participará de reuniões em Israel e de novas negociações entre Ucrânia e Rússia em Abu Dhabi, o que o colocaria na região caso o encontro se concretize.
Os esforços para facilitar uma solução diplomática estão sendo liderados por Catar, Turquia e Egito. Recentemente, o governo turco se ofereceu para sediar conversas presenciais entre os EUA e o Irã em Ancara. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã está “conversando seriamente” com os Estados Unidos, mas não revelou se uma decisão sobre um possível ataque militar já foi tomada.
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Trump reiterou que, caso o país não negocie um novo acordo nuclear que seja justo para todas as partes, ele enviou reforços, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35. Em resposta, autoridades iranianas negaram a possibilidade de negociações sob ameaça dos EUA.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que as conversas só ocorrerão em condições adequadas. Ele também alertou que as Forças Armadas do Irã estão prontas para responder de forma “imediata e poderosa” a qualquer agressão contra o território, espaço aéreo ou águas iranianas.
A escalada da tensão entre Irã e EUA neste ano começou com revoltas no país, onde a população protestou contra a inflação desenfreada. Trump advertiu que “atacaria com força total” se o regime reprimisse violentamente as manifestações, enquanto um bloqueio de internet foi imposto durante os protestos, segundo grupos de direitos humanos.
Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo do Irã, afirmou que qualquer ataque dos Estados Unidos seria considerado o “início de uma guerra”.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.