
Representantes dos Estados Unidos e do Irã iniciam neste sábado (11) a primeira rodada de negociações após o estabelecimento do cessar-fogo entre os dois países. As conversas ocorrem em Islamabad, capital do Paquistão, que atua como um dos principais mediadores do conflito.
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De acordo com a Casa Branca, as discussões estão programadas para a manhã deste sábado, no horário local do Paquistão, que corresponde à madrugada em Brasília.
No entanto, há um clima de tensão e incerteza em relação às negociações. O Irã exige que Israel cesse os ataques no Líbano, afirmando que essa condição é parte do acordo para a suspensão dos combates. O principal negociador iraniano ressaltou que, apesar da “boa vontade” de Teerã, a confiança nos EUA é limitada.
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Por outro lado, Israel e os Estados Unidos têm afirmado que as forças israelenses realizaram os maiores ataques ao Líbano desde o início da guerra nesta semana.
O presidente americano, Donald Trump, acusou o Irã de não permitir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, afirmando: “Esse não é o acordo que temos!”. Trump destacou que o objetivo das negociações é garantir que o Irã não desenvolva armas nucleares e que o tráfego no Estreito de Ormuz seja restabelecido.
O Paquistão se tornou um mediador importante na guerra entre os Estados Unidos e o Irã, devido à sua proximidade geográfica com o Irã e ao impacto que o fechamento do Estreito de Ormuz tem sobre o país. O primeiro-ministro paquistanês assumiu a liderança nas negociações e intermediou o atual acordo de cessar-fogo, que foi anunciado por Trump na terça-feira (7).
A delegação dos Estados Unidos será liderada pelo enviado especial Steve Witkoff, com a participação do genro de Trump, Jared Kushner. Por outro lado, o Irã será representado por seu principal negociador, acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, pelo secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Akbar Ahmadian, e pelo governador do Banco Central, Abdolnaser Hemmati, além de alguns membros do Parlamento, conforme informações da agência Fars.
Segundo a CNN Internacional, as conversas entre EUA e Irã incluirão tanto interações “indiretas” quanto “diretas”, ou seja, realizadas por meio de mediadores e também “cara a cara”. Uma fonte regional indicou que é provável que os dois lados cheguem a um acordo sobre a agenda das discussões através de mediadores paquistaneses antes de avançarem para as conversas diretas.
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Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.