Descubra a fascinante história do interesse dos EUA pela Groenlândia, desde a ambição de William Seward até a proposta polêmica de Donald Trump!
O interesse dos Estados Unidos pela Groenlândia remonta ao século XIX, quando o país começou a manifestar ambições territoriais na região ártica. Em 1867, ano em que os EUA adquiriram o Alasca da Rússia, o secretário de Estado William Seward expressou a intenção de comprar a Groenlândia, ressaltando sua importância estratégica e suas riquezas minerais.
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Essa ambição americana se estendeu ao início do século XX. Em 1910, o embaixador dos EUA na Dinamarca, Maurice Franz Egan, sugeriu uma troca entre uma ilha nas Filipinas, sob controle americano, e o território da Groenlândia. Contudo, a proposta não avançou e, com a Primeira Guerra Mundial, os EUA mudaram temporariamente seu foco estratégico.
Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1941, com a ocupação da Dinamarca pela Alemanha nazista, os Estados Unidos firmaram um acordo de segurança com a Dinamarca. Os americanos passaram a proteger a Groenlândia, mas a soberania dinamarquesa sobre o território foi mantida.
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Após a guerra, em 1946, o presidente Harry Truman fez uma oferta formal para adquirir a Groenlândia, propondo 100 milhões de dólares em barras de ouro.
Documentos internos do Departamento de Estado, que foram posteriormente divulgados, indicavam que a Groenlândia era vista como vital para a defesa americana. A ideia era que o território pudesse servir como base para um eventual contra-ataque no Ártico, caso a União Soviética agisse de forma agressiva durante a Guerra Fria.
Embora a Dinamarca tenha rejeitado a proposta de venda, permitiu a instalação de bases militares dos EUA, algumas das quais permanecem ativas até hoje.
Em 2019, durante seu primeiro mandato, Donald Trump manifestou interesse em adquirir a Groenlândia, considerando a compra como “um grande negócio imobiliário”. Essa visão empresarial sobre questões geopolíticas gerou reações na Dinamarca, que afirmou: “A Groenlândia não está à venda”.
Trump, irritado, cancelou uma viagem planejada a Copenhague.
Recentemente, fontes do governo americano informaram que o renovado interesse de Trump pela Groenlândia estava ligado à captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro. Após essa operação, Trump teria adotado uma postura mais assertiva em relação à hegemonia dos Estados Unidos no hemisfério ocidental, reconsiderando a Groenlândia como parte dessa estratégia.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.