Tensão Crescente entre EUA e Cuba Após Infiltração Marítima
A relação entre Estados Unidos e Cuba vive um momento de alta tensão após um incidente envolvendo uma embarcação que tentou acessar águas territoriais da ilha. A situação gerou uma forte reação de Washington, que prometeu “responder à altura”.
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Analistas apontam que o episódio pode ser interpretado como uma invasão ao mar cubano, considerando a proximidade geográfica entre a ilha e a Flórida, apenas 150 km de distância.
Contexto da Invasão e Objetivos
Segundo o governo cubano, a infiltração tinha como objetivo desestabilizar o país. A percepção de um bloqueio econômico de mais de 60 anos, intensificado por políticas recentes de figuras como Marco Rubio e Donald Trump, alimentou a desconfiança. “O grupo de cubanos pró-Marco Rubio tem como intenção desestabilizar, tanto midiaticamente quanto fisicamente”, explica Amanda Harumy, analista internacional.
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Reação dos EUA e a Tensão Militar
Embora o governo dos EUA tenha negado a intenção militar da embarcação, a situação expõe a crescente tensão. Harumy ressalta a superioridade militar estadunidense e a facilidade de intervenção, citando exemplos como a situação de Nicolás Maduro e a ausência de diálogo entre os países.
A escalada da tensão é vista como parte de um objetivo político declarado por Trump, que almejava que Marco Rubio liderasse Cuba.
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O Papel da Comunidade Cubana nos EUA e a Crítica à Postura Brasileira
A analista destaca a influência da comunidade cubana nos Estados Unidos, especialmente no lobby e na influência sobre o governo Trump. Alguns analistas consideram o lobby cubano o segundo mais forte nos EUA, atrás apenas do de Israel. Em paralelo, Harumy critica a falta de ação do Brasil, historicamente solidário com Cuba, em um cenário que ela descreve como um ataque aos mais fracos.
A Soberania da América Latina em Debate
Harumy enfatiza a importância de compreender a soberania da América Latina, alertando para a possibilidade de ataques à sua integridade. A situação na Venezuela, com o reconhecimento limitado do governo Maduro por diversos países, é utilizada como exemplo.
A analista conclui que a resistência de Cuba ao imperialismo enfrenta ataques da extrema direita mundial, e que a vulnerabilidade de outros países da região não pode ser descartada.
Para ouvir e assistir: O jornal vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo site.
