EUA e Brasil buscam acordo estratégico para terras raras! 🇧🇷🤝🇺🇸 Governo norte-americano negocia com o Brasil sobre exploração de reservas, impulsionando a indústria nacional e a transição energética. Saiba mais!
Em 18 de março de 2026, o encarregado de Negócios dos Estados Unidos no Brasil afirmou que o governo norte-americano está em conversas com o Brasil sobre um possível acordo de exploração de terras raras. A declaração ocorreu durante a assinatura de um acordo entre os EUA e o Estado de Goiás, focado na cooperação em minerais críticos e terras raras, evento realizado em São Paulo.
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A cerimônia contou com a presença do governador e candidato à Presidência do PSD, Ronaldo Escobar, e outras autoridades goianas e norte-americanas. O governo americano ainda aguarda uma resposta formal sobre as negociações, que antecipam-se às tratativas do governo federal com os EUA para o fornecimento desses minerais.
O Brasil detém a segunda maior reserva global de terras raras, superada apenas pela China, que domina o mercado. Em uma visita recente à Índia, o presidente do PT, destacou a importância de aproveitar essas reservas para impulsionar a indústria nacional, buscando não apenas a exportação de matérias-primas, mas também a produção local e a geração de empregos.
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O governador Ronaldo Caiado classificou o acordo como “o mais importante em toda a história do Estado de Goiás”, do ponto de vista geoeconômico. Ele ressaltou que, com a parceria, Goiás deixa de ser apenas um fornecedor de matéria-prima, como o Pará, e se torna um parceiro estratégico.
Goiás concentra a única operação de mineração de terras raras ativa no Brasil, localizada em Minaçu. A empresa responsável pela produção dos minerais é a , que pertence a grupos de private equity como Denham Capital e EMG, além da Vision Blue, com sede no Reino Unido.
Recentemente, um fundo estatal norte-americano investiu US$ 565 milhões na mineradora, visando o desenvolvimento de processamento e manufatura de maior valor agregado em Goiás.
As terras raras são consideradas insumos estratégicos para a transição energética e digital, sendo utilizadas na fabricação de baterias, turbinas eólicas, veículos elétricos, chips e equipamentos militares. A crescente demanda global por esses minerais reflete a rivalidade comercial e tecnológica entre EUA e China.
O memorando assinado foca em pesquisa, capacitação, um ambiente regulatório transparente e competitivo, além de estimular parcerias entre instituições governamentais, acadêmicas e do setor privado, apoiando o desenvolvimento de processamento e manufatura de maior valor agregado em Goiás.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.