Os EUA capturam Maduro em operação militar na Venezuela. Em 3 de janeiro de 2026, a representação dos EUA no Conselho de Segurança da ONU discutiu a captura do presidente Nicolás Maduro (PSUV, esquerda). O embaixador dos EUA, Dan Caine, afirma que a ação combate “fugitivos e narcotraficantes”, referindo-se a Maduro e Cilia Flores
Em uma ação emergencial convocada na segunda-feira, 5 de janeiro de 2025, a representação dos Estados Unidos no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas discutiu a captura do presidente Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) por meio de uma operação militar.
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Segundo o embaixador dos EUA, a ação visa combater “fugitivos e narcotraficantes”, referindo-se a Maduro e sua esposa Cilia Flores.
De acordo com Waltz, a operação “torna indiscutivelmente a região mais segura” e busca responsabilizar Maduro pelos “crimes que cometeu contra a população norte-americana por 15 anos”, incluindo “terrorismo, assassinatos, extorsões e sequestros”, além de ataques a cidadãos dos EUA e ações que “desestabilizaram o hemisfério ocidental”.
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Para a Casa Branca, Maduro “enriqueceu com a miséria da Venezuela”, exercendo uma “influência maligna na região”.
A autoridade norte-americana destacou, ainda, que Maduro é um “presidente ilegítimo” cujas “eleições foram fraudadas” e que “mais de 50 países, incluindo a UE (União Europeia) e um grande número de países da América Latina, rejeitaram sua legitimidade”.
O governo dos EUA também falou sobre o que seria o Cartel de los Soles –suposto grupo militar e criminoso, formado por integrantes das Forças Armadas da Venezuela, que seria liderado por Maduro.
Descrevendo-o como “uma organização terrorista” envolvida em “tráfico de armas, narco-terrorismo, tráfico de cocaína e outras drogas” em uma ampla “conspiração internacional”.
Washington argumenta que a repressão promovida pelo regime é “ilegal” e que milhões de venezuelanos foram vítimas de suas políticas. O objetivo, portanto, é responsabilizar indivíduos que praticaram crimes e garantir que a região fique mais segura, protegendo civis e combatendo redes de narcoterrorismo.
Em 3 de janeiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos (Partido Republicano) anunciou a realização de uma operação militar contra a Venezuela e a captura do presidente (PSUV, esquerda) e da primeira-dama. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, ordenou a captura de Maduro na noite da sexta-feira, 2 de janeiro de 2026.
A operação foi realizada na madrugada de sábado, 3 de janeiro, com ataques a 4 alvos no país, utilizando 150 caças e bombardeios, que decolaram de diferentes pontos e neutralizaram sistemas de defesa aérea venezuelanos. Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana, para capturar Maduro.
A missão durou cerca de duas horas e 20 minutos.
Há questionamentos quanto ao fato de os EUA fazerem uma operação militar em outro país sem aprovação do Conselho de Segurança da ONU. Trump diz que isso é desnecessário. Mas também há dúvidas sobre o descumprimento de leis dos EUA. A operação deveria ter sido previamente aprovada pelo Congresso dos EUA.
O secretário de Estado, declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência. É incerto se houve mortos e feridos na ação. Até a publicação desta reportagem, autoridades venezuelanas não haviam divulgado números, mas afirmaram que civis morreram durante a operação.
Um oficial norte-americano disse que não houve baixas entre militares dos EUA.
No início da tarde de sábado, Trump falou com jornalistas que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida. Não detalhou como isso seria feito, concentrando-se em declarações sobre a exploração e a venda do petróleo venezuelano.
Pela Constituição venezuelana, o poder deveria ser exercido pela vice-presidente, Delcy Rodríguez. Trump disse que Rubio conversou com Rodríguez e que ela manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA.
Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump disse que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela.
Em pronunciamento ao vivo no fim da tarde de sábado, Rodríguez classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país. A vice também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional.
“Esse é o único tipo de relação possível. Não seremos colônia de nenhum outro país”, disse.
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Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.