Etanol apresenta queda de 0,49% em preços médios no Brasil, com variações em 17 Estados e DF
A queda nos preços do etanol pode impactar a competitividade do biocombustível em relação à gasolina, especialmente em estados onde a paridade é favorável.
Os preços médios do etanol hidratado apresentaram queda em 17 Estados e no Distrito Federal nesta semana, enquanto subiram em sete Estados e permaneceram estáveis no Rio Grande do Norte. No Amapá, não houve levantamento de preços do biocombustível.
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Os dados foram divulgados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e compilados pelo AE – Taxas.
Em todo o Brasil, o preço médio do etanol caiu 0,49%, passando de R 4,10 para R 4,08 o litro. No Estado de São Paulo, que é o maior produtor e consumidor do biocombustível e possui o maior número de postos avaliados, a redução foi de 0,26%, com o litro custando R 3,81.
Variações Regionais nos Preços
A maior alta percentual foi registrada em Alagoas, onde o litro do etanol avançou 5,21%, alcançando R 5,05. Por outro lado, a maior queda ocorreu em Mato Grosso, com um recuo de 3,69%, fazendo o preço cair para R 3,65 o litro.
O preço mínimo obtido na semana foi de R 2,99 por litro em um posto localizado em São Paulo. Em contraste, o maior preço registrado chegou a R 6,59 por litro em Pernambuco. No que diz respeito aos preços médios estaduais, Mato Grosso teve a menor média com R 3,65 por litro, enquanto Rondônia apresentou a maior média com R 5,56 por litro.
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Competitividade do Etanol em Relação à Gasolina
Em comparação com a gasolina, o etanol se mostrou mais competitivo em oito Estados e no Distrito Federal. Na média dos postos pesquisados no País entre os dias 28 de junho e 4 de julho, a paridade do etanol em relação à gasolina foi de 61,72%, indicando uma vantagem sobre o derivado do petróleo.
Os percentuais variam conforme a região: na Bahia a paridade era de 68,62%; no Distrito Federal ficou em 63,59%; Goiás apresentou 64,09%; Mato Grosso teve uma paridade de 54,23%; Mato Grosso do Sul registrou 61,42%; Minas Gerais marcou 65,92%; Paraná ficou com 62,63%; Santa Catarina teve uma paridade de 69,49%; e São Paulo fechou com 59,07%.
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Executivos do setor destacam que mesmo com paridades superiores a 70%, o etanol pode continuar sendo competitivo dependendo do veículo utilizado.