Estudo revela que exposição à luz noturna aumenta em 56% risco de insuficiência cardíaca em adultos

A pesquisa destaca a importância de ambientes escuros durante a noite para a saúde cardiovascular, alertando sobre os riscos associados à luz noturna

21/06/2026 11:56

3 min

Pessoas que relataram alto uso de celulares relataram má qualidade do sono
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Um estudo publicado na revista Jama Network Open alerta sobre os riscos associados à exposição à luz noturna, enfatizando que essa prática pode aumentar a probabilidade de desenvolvimento de doenças cardiovasculares em adultos. A pesquisa, liderada por Daniel P.

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Windred e realizada por uma equipe de pesquisadores da Austrália, Estados Unidos e Reino Unido, revela um aumento de 56% no risco de insuficiência cardíaca entre aqueles que mantêm luzes acesas ou utilizam telas durante a noite.

Metodologia da Pesquisa

Intitulada “Exposição à Luz Noturna e Incidência de Doenças Cardiovasculares”, a investigação analisou dados de 88.905 participantes do UK Biobank que não tinham histórico prévio de problemas cardiovasculares no início do estudo. Os participantes, com idade média de 62,4 anos e predominância feminina (56,9%), usaram sensores de luz semelhantes a relógios durante uma semana em seus ambientes habituais.

O acompanhamento dos dados ocorreu ao longo de um período médio de 9,5 anos, abrangendo de junho de 2013 a novembro de 2022.

Os pesquisadores categorizaram os participantes com base na intensidade da exposição à luz entre 0h30 e 6h. Ao comparar aqueles que passavam as noites em ambientes mais escuros (percentis de 0 a 50) com os expostos a níveis elevados de luz (percentis de 91 a 100), foi identificado um aumento significativo no risco para várias condições cardiovasculares.

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Resultados e Implicações

As principais patologias associadas à maior exposição à luz noturna incluem: um aumento de 56% no risco de insuficiência cardíaca; 47% para infarto do miocárdio; 32% para doença arterial coronariana; além de 32% para fibrilação atrial e 28% para Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Os pesquisadores também isolaram fatores tradicionais que poderiam influenciar esses resultados, como estilo de vida, condições socioeconômicas e predisposições genéticas, concluindo que a relação observada não é atribuível a esses elementos.

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Outro ponto relevante identificado na pesquisa é que o impacto da luz noturna sobre doenças cardiovasculares se mostrou mais intenso entre as mulheres em comparação aos homens. Adicionalmente, indivíduos mais jovens, especialmente aqueles com menos de 40 anos, apresentaram uma maior vulnerabilidade aos efeitos adversos da exposição à luz durante a noite.

A pesquisa sugere que essa sensibilidade aumentada possa ser explicada pela diminuição da resposta do sistema circadiano à luz com o avanço da idade. A disfunção circadiana provocada pela luz noturna interfere no ritmo biológico natural do corpo, afetando diretamente a saúde cardiovascular através de diversos mecanismos.

Entre as consequências estão alterações na pressão arterial, induzindo um estado crônico que eleva as médias diárias; aumento das chances de formação de coágulos sanguíneos; comprometimento da tolerância à glicose e maior risco para diabetes tipo 2; além da possibilidade de arritmias devido a conflitos nos sinais elétricos do coração.

Diante dos achados, os autores recomendam evitar a exposição à luz intensa durante a noite. Recomendações práticas incluem controlar a iluminação artificial dos ambientes e limitar o uso de telas antes do sono, aliados a hábitos saudáveis como alimentação equilibrada e prática regular de exercícios físicos.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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