Estudo revela mais de mil espécies em rodolitos do litoral brasileiro, um tesouro marinho escondido!
Estudo inédito revela mais de mil espécies marinhas nos rodolitos do litoral brasileiro, desafiando a biodiversidade conhecida. Descubra os detalhes!
Estudo Revela Biodiversidade em Rodolitos no Litoral Brasileiro
Uma pesquisa publicada na revista Biological Conservation revelou a existência de mais de mil espécies marinhas habitando os bancos de rodolitos no litoral do Brasil, considerados os maiores do mundo. Conhecidos como “recifes de pedra rolantes”, os rodolitos são formações que se desenvolvem lentamente por meio de algas calcárias ao longo de séculos.
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Apesar de sua aparência discreta, os pesquisadores destacam que esses ambientes possuem uma biodiversidade que pode rivalizar, ou até mesmo superar, a de outros ecossistemas marinhos.
A pesquisa utilizou técnicas de DNA ambiental (eDNA) para identificar os organismos presentes nos leitos marinhos. De acordo com os cientistas, algumas das espécies encontradas podem ser inéditas para a ciência. Guilherme Pereira-Filho, biólogo marinho da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e autor do estudo, afirma: “Esses bancos de algas certamente abrigam uma diversidade muito maior do que a reconhecida atualmente”.
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Locais de Estudo e Metodologia
O estudo focou em depósitos localizados nas Ilhas da Queimada Grande e no arquipélago de Abrolhos, onde se encontra o maior banco de rodolitos conhecido do planeta, com mais de 20 mil quilômetros quadrados. Os pesquisadores realizaram coletas de amostras em profundidades que variavam entre 10 e 60 metros.
Em laboratório, os rodolitos foram triturados para análise genética utilizando a técnica de metabarcoding, que possibilita a identificação de múltiplas espécies a partir de uma única amostra.
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Os autores do estudo ressaltam que os rodolitos atuam como “engenheiros de habitat”, criando estruturas semelhantes a recifes que oferecem abrigo para peixes, algas e pequenos invertebrados. Além disso, a pesquisa levantou preocupações sobre as ameaças que os bancos marinhos brasileiros enfrentam, como a pesca de arrasto, a acidificação dos oceanos, a mineração e a exploração de petróleo.
Ameaças e Preocupações Futuras
A preocupação com a preservação desses ecossistemas se intensificou após o governo brasileiro anunciar a descoberta de um novo leito de rodolitos próximo à foz do Rio Amazonas, uma área onde cientistas identificaram recentemente uma extensão de cerca de 9.500 quilômetros quadrados.
Pesquisadores alertam que os danos causados por atividades humanas podem levar décadas para serem revertidos, uma vez que os rodolitos crescem de forma muito lenta, frequentemente menos de um milímetro por ano.