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Estudo no Brasil identifica microplásticos em placentas e cordões umbilicales

Novo estudo examinou amostras de gestantes em Alagoas.

Por: Ana Carolina Braga

25/07/2025 8:43

5 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Uma pesquisa inédita em Maceió (AL) identificou microplásticos em placentas e cordões umbilicales de recém-nascidos na capital alagoana. Trata-se do primeiro estudo desse tipo realizado na América Latina e do segundo no mundo que comprovou a presença dessas partículas em cordões. Os resultados foram publicados na sexta-feira, 25, na revista Anais da Academia Brasileira de Ciências.

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“A placenta é um grande filtro, considerando a quantidade de substâncias nocivas que existem no mundo e pouquíssimas passam. Assim, quando os primeiros estudos encontraram microplásticos na placenta, acreditava-se que ela estivesse agindo como uma barreira, porém, entre as participantes do nosso estudo, 8 em 10 tinham mais partículas no cordão umbilical do que na placenta, o que indica que elas passam em grande quantidade e vão para os bebês antes mesmo de nascerem. E esse é um retrato do final da gestação”, destaca Alexandre Urban Borbely, líder do grupo de pesquisa em Saúde da Mulher e da Gestação na Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e um dos autores da pesquisa.

A equipe avaliou amostras de dez gestantes do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes e do Hospital da Mulher Dra. Nise da Silveira, em Maceió. As pacientes foram submetidas à técnica de espectroscopia Micro-Raman, que permite identificar a composição química de moléculas com alta precisão.

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As amostras de placenta contiveram 110 partículas de microplásticos, e 119 foram detectadas nos cordões umbilicais. Os compostos mais frequentes foram o polietileno, utilizado na fabricação de embalagens plásticas descartáveis, e a poliamida, que compõe a composição de tecidos sintéticos.

Borbely investiga a contaminação por microplásticos durante a gestação desde 2021. Em 2023, um estudo conjunto com pesquisadores da Universidade do Havaí em Manoa já havia comprovado a presença das partículas em amostras de placentas de mulheres havaianas. A pesquisa também mostrou que essa contaminação aumentou ao longo do tempo, uma vez que os microplásticos foram encontrados em 60% das amostras coletadas em 2006, 90% em 2013 e 100% em 2021.

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A colaboração foi assegurada para a investigação em Maceió, que também obteve financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). Embora todas as amostras brasileiras estivessem contaminadas, elas demonstraram apresentar menos aditivos químicos relacionados aos polímeros plásticos em comparação com as amostras norte-americanas.

Borbely complementa que “a busca se fez pelas mulheres que receberam atendimento pelo SUS, com uma condição socioeconômica mais vulnerável, porque a maioria dos estudos é realizada em países desenvolvidos. Assim, pretendemos trazer a nossa realidade da nossa população. Os plásticos são formados de polímeros diferentes que variam conforme o local”.

A presença de microplásticos se estende até o ar, tornando difícil identificar com exatidão a origem da poluição. O pesquisador acredita que a poluição marinha contribui significativamente, considerando que a população alagoana consome grande quantidade de peixes e frutos do mar, incluindo moluscos filtradores. Um ponto de origem relevante é a água mineral enlatada, que absorve as partículas de forma mais rápida quando as embalagens são expostas à luz solar.

A pesquisa se ampliará, coletando 100 gestantes e investigando relações entre a contaminação por microplásticos e complicações na gestação ou problemas de saúde identificados após o nascimento dos bebês. Para isso, está sendo implementado o Centro de Excelência em Pesquisa de Microplásticos, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos – Finep, do Ministério da Ciência e Tecnologia. A expectativa, segundo o pesquisador, é que esses resultados sejam publicados em 2027.

A grande preocupação de todos que trabalham nessa área atualmente é tentar compreender o que essa contaminação está causando, pois isso é muito sério. Toda essa geração que está vindo nasce exposta a esses plásticos dentro do útero. E o plástico está compondo de alguma maneira o organismo desses indivíduos desde a formação.

Um estudo americano recente demonstrou a relação entre um polímero específico presente na placenta e casos de prematuridade. Publicamos um estudo com células e tecidos humanos que revelou que os plásticos de poliestireno atravessam facilmente a barreira placentária, causando alterações no metabolismo e na produção de radicais livres da placenta, o que também sugere um impacto no desenvolvimento do bebê, complementa Borbely.

As descobertas alertam para uma questão coletiva e política, visto que ações isoladas são insuficientes para evitar a poluição: “O Brasil não possui uma regulamentação para o plástico. E o mais importante aqui é a ação que emana do governo, na regulamentação de quem está produzindo o plástico: como deve ser essa produção, o descarte de plásticos, a implementação de filtros nessas indústrias. Se conseguirmos diminuir no ambiente, consequentemente vamos reduzir o que fica conosco”, afirma ele.

Fonte por: Carta Capital

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Foto do Ana Carolina Braga

Autor(a):

Ana Carolina Braga

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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