Estudo inédito revela que até a água-viva, sem cérebro, dorme para reparar danos no DNA. Descubra como o sono é vital para a vida celular!
Uma pesquisa publicada na revista científica Nature Communications sugere que o sono pode ter surgido muito antes do cérebro na evolução. O estudo revela que até organismos simples, como a água-viva, dormem cerca de 8 horas diariamente, e esse comportamento está associado à reparação de danos no DNA.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Os cientistas focaram na espécie Cassiopea andromeda, conhecida como água-viva invertida, que não possui cérebro ou sistema nervoso centralizado, apenas uma rede neural difusa. Mesmo assim, esses animais apresentam períodos distintos de atividade e repouso, com características semelhantes ao sono de seres mais complexos.
Durante a atividade, as águas-vivas acumulam danos no DNA das células nervosas, resultado do metabolismo e da exposição a fatores ambientais, como a radiação solar. O sono, por sua vez, reduz significativamente esses danos, indicando que o repouso é crucial para os processos de reparo celular.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Para investigar essa relação, os pesquisadores expuseram as águas-vivas à radiação ultravioleta, que causa danos ao DNA. Após essa exposição, os animais aumentaram o tempo de sono, sugerindo que a necessidade de descanso está diretamente ligada ao estresse celular.
Quando privadas de sono, os níveis de dano no DNA permaneceram elevados.
O estudo também revelou que o sono da água-viva é regulado principalmente pelo ciclo de luz e escuridão, diferentemente dos mamíferos, que possuem um relógio biológico interno mais complexo. Mesmo assim, esses animais demonstram um mecanismo conhecido como “rebote do sono”, onde, após períodos de privação, dormem mais para compensar.
Os autores concluem que os resultados sugerem que a função primordial do sono é a manutenção celular e o reparo do material genético. Isso indica que o sono pode ter surgido como uma necessidade biológica básica, anterior ao desenvolvimento de cérebros complexos e comportamentos avançados.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.