Estudo Revela Novos Aspectos do Crescimento do Tyrannosaurus rex
Cientistas têm analisado os anéis anuais de crescimento em ossos fossilizados das pernas do Tyrannosaurus rex (T.rex) para determinar a idade na morte e a velocidade de crescimento até a fase adulta. Tradicionalmente, acreditava-se que esses dinossauros paravam de crescer por volta dos 25 anos e viviam até cerca de 30 anos.
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Entretanto, um novo estudo, publicado na última quarta-feira (14), apresenta como uma equipe de pesquisadores utilizou luz polarizada para identificar anéis de crescimento inéditos em 17 espécimes individuais. A análise indica que o T. rex alcançava seu tamanho máximo, cerca de 8 toneladas, entre 35 e 40 anos.
Crescimento Lento e Variável
Diferentemente dos anéis de crescimento das árvores, os anéis dos dinossauros refletem apenas os últimos 10 a 20 anos de vida. Com a variação nas idades dos espécimes, os cientistas conseguiram criar um panorama do crescimento do T. rex por meio de uma nova abordagem estatística.
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Com o maior conjunto de dados já reunido sobre o Tyrannosaurus rex, os pesquisadores descobriram que esses dinossauros cresceram de forma mais lenta do que se pensava. “O T. rex passou a maior parte de sua vida em um tamanho corporal médio, em vez de atingir rapidamente 40 pés”, afirmou Holly Woodward, autora principal do estudo e professora de anatomia da Oklahoma State University.
Implicações para a Compreensão do T. rex
Woodward também destacou que a variabilidade no espaçamento dos anéis de crescimento sugere que o crescimento do T. rex foi flexível, influenciado pela disponibilidade de recursos e condições ambientais. Essas descobertas são importantes para entender o papel do T. rex no ecossistema de milhões de anos atrás.
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Além disso, as diferenças nas curvas de crescimento de algumas espécies levantam questões sobre a classificação do T. rex. O estudo sugere que pode haver um complexo que inclui outras espécies ou subespécies. Um estudo anterior, publicado em outubro, indicou que uma espécie considerada um adolescente de T. rex pertencia, na verdade, a uma espécie diferente.
Novas Perspectivas na Paleontologia
Embora as taxas de crescimento analisadas não comprovem a existência de espécies separadas, as evidências levantam possibilidades intrigantes. Steve Brusatte, professor de paleontologia da Universidade de Edimburgo, comentou que o estudo sugere uma maior variação entre os T. rex do que se imaginava.
A descoberta de um novo tipo de anel de crescimento pode ter implicações significativas para a paleontologia. Nathan Myhrvold, coautor do estudo, ressaltou que os métodos tradicionais de análise de crescimento podem precisar ser revisados, dada a complexidade de interpretar múltiplas marcas de crescimento próximas.
