Estudo inédito revela DNA de Homo erectus em fósseis de 400 mil anos na China

Estudo inédito revela DNA de Homo erectus em fósseis de 400 mil anos, desvendando segredos sobre a ancestralidade humana. Descubra os detalhes!

15/05/2026 21:21

3 min

Estudo inédito revela DNA de Homo erectus em fósseis de 400 mil anos na China
(Imagem de reprodução da internet).

Estudo revela DNA de Homo erectus em fósseis

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (13) na revista Nature trouxe à tona o primeiro indício claro de DNA em fósseis de Homo erectus, extraído do esmalte de seis dentes desse ancestral, que ainda é presente em humanos atuais. Realizado por uma equipe chinesa, o estudo utilizou um método pouco destrutivo para a identificação de um fóssil originário da China, datado de pelo menos 400 mil anos atrás.

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Para validar os resultados, os pesquisadores também analisaram genes e proteínas de hominídeos mais recentes, incluindo os denisovanos, conhecidos por esses vestígios moleculares.

Através da análise das proporções de proteína no esmalte dos seis dentes, a equipe conseguiu determinar que pertenciam a cinco homens e uma mulher. Foi observado que eles compartilhavam variações específicas de proteínas que compõem o esmalte dentário.

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Essa variante, identificada como AMBN-M273V, é encontrada não apenas em dentes de denisovanos, mas também em humanos modernos, especialmente entre os naturais das Filipinas e da Melanésia, onde há uma maior ancestralidade denisovana.

Interações entre populações ao longo do tempo

Os cientistas sugerem que a explicação mais plausível para essa descoberta é o encontro entre três populações ao longo da história. O Homo erectus pode ter transmitido a variante para os denisovanos durante um encontro na Ásia, há mais de 400 mil anos.

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Posteriormente, os denisovanos teriam passado essa variante para os humanos modernos em suas migrações da África para a Ásia e, mais tarde, para a Oceania, o que ocorreu, segundo indícios, cerca de 50 mil anos atrás.

Embora muitos fósseis de Homo erectus tenham sido encontrados, a extração de seu DNA é um desafio. Isso se deve ao fato de que, além de serem espécies muito antigas, a coleta de DNA é um processo destrutivo, levando muitos curadores a hesitar em permitir a coleta de fósseis tão raros.

Por essa razão, a equipe do Instituto de Paleontologia de Vertebrados e Paleoantropologia da Academia da China de Ciências optou por analisar proteínas, que são mais resistentes e duram mais tempo, especialmente quando estão integradas à matriz mineral de um dente.

Método inovador de extração

Os estudos de proteínas geralmente requerem a perfuração ou corte de dentes ou ossos para obter uma quantidade mínima de material. Para minimizar os danos, o estudo utilizou um método de corrosão ácida. Inicialmente, o dente foi envolto em uma película impermeável, deixando apenas uma pequena área exposta.

Ao aplicar ácido nessa região, foi possível remover proteínas para análise sem causar danos significativos ao dente, resultando apenas em uma leve descoloração.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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