Estudo do IBGE aponta que obesidade infantil no Brasil saltou de 10% para 14% entre 2019 e 2023
para implementar políticas públicas que incentivem um estilo de vida mais saudável entre as crianças, visando reverter esse quadro alarmante
Estudo revela aumento significativo na obesidade infantil no Brasil
Um novo estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a obesidade infantil no Brasil cresceu de forma alarmante entre 2019 e 2023. A pesquisa, divulgada em 20 de janeiro de 2026, aponta que 14% das crianças brasileiras com idades entre 5 e 9 anos estão classificadas como obesas, um aumento considerável em comparação aos 10% registrados em 2019.
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Causas e consequências da obesidade infantil
Os especialistas atribuem esse crescimento a uma combinação de fatores, incluindo mudanças nos hábitos alimentares e a diminuição da atividade física entre as crianças. O acesso a alimentos ultraprocessados e a popularização de atividades sedentárias, como o uso excessivo de dispositivos eletrônicos, têm contribuído para essa situação.
A nutricionista Ana Paula Ferreira, uma das autoras do estudo, afirma que “a obesidade infantil é um problema sério que pode levar a doenças crônicas na vida adulta, como diabetes e hipertensão”.
Além disso, a pesquisa destaca que a obesidade não afeta apenas a saúde física das crianças, mas também seu bem-estar emocional. Crianças obesas frequentemente enfrentam bullying e discriminação, o que pode resultar em problemas psicológicos, como depressão e ansiedade. “É fundamental que a sociedade como um todo se mobilize para enfrentar essa questão”, acrescenta Ferreira.
Iniciativas para combater a obesidade infantil
Diante desse cenário preocupante, diversas iniciativas têm sido implementadas em todo o país para combater a obesidade infantil. Programas de educação nutricional nas escolas, campanhas de incentivo à prática de atividades físicas e a promoção de hábitos saudáveis nas famílias são algumas das estratégias adotadas.
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O Ministério da Saúde lançou, em 2025, a campanha “Criança Saudável“, que visa conscientizar pais e responsáveis sobre a importância de uma alimentação equilibrada e da atividade física regular.
As autoridades também têm trabalhado em parceria com a indústria alimentícia para reduzir a quantidade de açúcar e gordura nos produtos destinados ao público infantil. A expectativa é que essas medidas ajudem a reverter o quadro atual e promovam um futuro mais saudável para as próximas gerações.
O papel da família na prevenção da obesidade
O papel da família é crucial na prevenção da obesidade infantil. Pais e responsáveis devem ser exemplos de hábitos saudáveis, oferecendo uma alimentação balanceada e incentivando a prática de esportes. “As crianças aprendem pelo exemplo, e um ambiente familiar saudável pode fazer toda a diferença”, afirma a psicóloga Mariana Souza.
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É importante que as famílias se envolvam ativamente na vida das crianças, promovendo atividades ao ar livre e limitando o tempo de tela. Além disso, a educação sobre alimentação saudável deve ser uma prioridade, com o objetivo de criar uma geração mais consciente sobre suas escolhas alimentares.
O aumento da obesidade infantil no Brasil é um desafio que requer a colaboração de todos os setores da sociedade. Somente com a união de esforços será possível reverter essa tendência e garantir que as crianças cresçam saudáveis e felizes.