Estudantes invadem campus da UnDF e acusam Ibaneis Rocha de sabotagem! Barricadas e confronto com reitoria expõem crise na universidade. #UnDF #Brasília
A disputa pela ocupação do Campus Norte da Universidade de Brasília (UnDF), que começou nesta semana, intensificou-se com a instalação de barricadas e piquetes. Os estudantes denunciam uma suposta precarização da instituição e uma “asfixia orçamentária”, acusando a gestão do Governo do Distrito Federal, liderada por Ibaneis Rocha (MDB), de priorizar interesses privados em detrimento da educação pública.
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O movimento estudantil busca chamar a atenção para questões como a alocação de recursos e a falta de investimentos na infraestrutura da universidade.
A reação da administração da UnDF à mobilização estudantil foi marcada por episódios de confronto. A presidente do Diretório Central Acadêmico (DCA), Bárbara Oliveira, acusou a reitoria de utilizar práticas de abuso e assédio moral para tentar desmobilizar o ato.
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Segundo ela, a reitoria acionou a polícia e o vice-reitor compareceu ao local, intensificando a tensão. A liderança estudantil alega que, após a presença da imprensa, a gestão adotou um tom mais conciliador, mas a ausência de comparecimento aos encontros de negociação acirrou ainda mais o conflito.
O ponto central da indignação estudantil é o contrato para o aluguel de um prédio do Centro Universitário Iesb, em Ceilândia, por cinco anos. O coletivo de juventude Afronte critica a decisão, argumentando que ela representa uma priorização do lucro empresarial em detrimento da educação.
A medida, segundo o movimento, desvia recursos que poderiam ser investidos em assistência estudantil, enquanto a infraestrutura da UnDF enfrenta dificuldades devido à falta de investimentos. A situação é agravada por investigações que apontam para o descumprimento de repasses obrigatórios ao fundo da universidade, totalizando R$ 219.281.957,00 entre 2022 e 2025.
O deputado distrital Fábio Felix (PSOL) manifestou apoio à greve estudantil, criticando a gestão por sua falta de diálogo com a comunidade acadêmica. Ele defende a instituição de órgãos de participação paritários, que escutem as demandas dos estudantes e professores.
Rodrigo Dias, presidente do PSB-DF, reforçou que a universidade parou porque o governo “virou as costas” para a educação. Diante da ausência de políticas de assistência e da falta de diálogo, os estudantes declaram que a luta é a única alternativa.
Até o momento, o Governo do Distrito Federal não se manifestou sobre as denúncias.
Autor(a):
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.