Estudantes e Profissionais Acusam HC de “Sucateamento” no Hospital das Clínicas

Estudantes e profissionais da FMUSP protestam no HC! 😡 Bloqueio e marcha contra “sucateamento” e cobranças por estágios no Hospital das Clínicas. #FMUSP #HC

Manifestação de Estudantes e Profissionais da FMUSP Denuncia Sucateamento no Hospital das Clínicas

Estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e profissionais do Hospital Universitário (HU) se mobilizam nesta quarta-feira (29) em São Paulo (SP) para protestar contra o estado da estrutura hospitalar e a cobrança por estágios no Hospital das Clínicas (HC).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A manifestação, que começa às 13h, prevê um bloqueio na avenida Dr. Arnaldo e uma caminhada até a avenida Paulista.

A iniciativa, que busca chamar a atenção para a situação, é liderada pelo Centro Acadêmico Oswaldo Cruz (Caoc). Segundo Henrick Munhoz Martins, vice-presidente do Caoc e membro do comando da greve, a principal preocupação é a “mercantilização do ensino médico público”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele critica o programa “Experiência HCFMUSP na Prática”, que cobra R$ 8.800 mensais de estudantes de universidades particulares para realizar estágios no HC.

Martins argumenta que essa prática prejudica a formação dos estudantes de medicina, enfermagem e odontologia, transformando as relações dentro do hospital em uma lógica de lucro. Ele ressalta que, desde 2014, o HC tem sofrido cortes significativos de orçamento, resultando na perda de cerca de 30% de seus funcionários em uma década.

Leia também

“O hospital perde sua função social, não recebe mais pacientes e, com isso, o aprendizado dos alunos é comprometido”, explica Martins. O estudante relata que esses cortes levaram ao fechamento de leitos, com uma redução de 25% nos leitos de internação e 40% nos leitos de UTI.

O pronto-socorro infantil e adulto também passaram a ser referenciados, ou seja, atendem pacientes por encaminhamento.

Diante da falta de resposta da reitoria, os estudantes decidiram se juntar à mobilização de outros cursos universitários. “Tivemos inúmeras reuniões com a reitoria e outras representações, mas não fomos atendidos. A greve foi o caminho que escolhemos para lutar”, afirma Martins.