Estudantes da USP enfrentam violência policial e acusações de trucagem na USP
Conflito na USP! Estudantes enfrentam polícia e denunciam violência. Reitoria e governo sob ataque na disputa por melhorias na universidade. Saiba mais!
Mobilização Estudantil e Confronto na USP: Críticas à Intervenção Policial
A persistente mobilização estudantil em defesa de melhorias na Universidade de São Paulo (USP) intensificou-se na madrugada de domingo (10). A ocupação do prédio da reitoria, por parte dos estudantes grevistas que já estavam ali desde a quinta-feira (7), foi marcada por um confronto violento com a Polícia Militar.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O DCE Livre da USP classificou a ação como truculenta, denunciando o uso de táticas como o “corredor polonês” para agredir manifestantes, além do emprego de cassetetes e gás lacrimogêneo.
Em comunicado, o DCE Livre da USP expressou sua repúdio à reintegração de posse e a qualquer forma de violência. A entidade, que não foi consultada sobre o procedimento, criticou a reitoria da universidade e o governo do estado de São Paulo, acusando-os de tentar deslegitimar o movimento estudantil e suas reivindicações.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Segundo a diretora do DCE Livre, Dany Oliveira, os estudantes e a comunidade acadêmica são os verdadeiros defensores de uma educação pública de qualidade, tanto para o acesso quanto para a permanência dos alunos no ensino superior.
Oliveira ressaltou que, caso a informação sobre a surpresa da reitoria pela ação policial seja confirmada, isso indicaria uma ingerência do governo Tarcísio de Freitas na instituição. “Isso comprova que o reitor perdeu o controle da universidade”, afirmou.
Leia também
A crítica se estende à depredação do patrimônio da reitoria durante a ação policial. A declaração de Oliveira enfatiza a percepção de que o problema não se limita à USP, mas se estende a outras universidades e instituições de ensino, possivelmente influenciadas por políticas governamentais.
A ação da Polícia Militar, segundo relatos, pegou os estudantes de surpresa, por volta das 4h da manhã, quando muitos estavam dormindo. A PM cercou o prédio e utilizou spray de pimenta e bombas de gás, levando os estudantes a solicitar que parassem com os ataques e permitissem sua saída.
A tentativa de saída culminou no “corredor polonês”, onde grande parte dos manifestantes sofreu lesões devido à violência da ação policial. A situação expõe tensões e conflitos no ambiente acadêmico da USP.