Estudantes brasileiros fazem história na final da ISSDC com projeto inovador sobre Vênus

Estudantes brasileiros fazem história ao chegar à final da ISSDC, desafiando limites com um projeto inovador sobre colônias em Vênus. Descubra mais!

27/05/2026 02:31

2 min

Estudantes brasileiros fazem história na final da ISSDC com projeto inovador sobre Vênus
(Imagem de reprodução da internet).

Estudantes brasileiros chegam à final da ISSDC

Uma equipe de estudantes do ensino médio do Brasil conquistou um lugar na final da International Space Settlement Design Competition (ISSDC), uma das mais renomadas competições de engenharia aeroespacial do mundo. Essa conquista marca a primeira vez que uma equipe sul-americana alcança essa fase do evento.

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O projeto que levou a equipe Astrabrazil à final, intitulado V02, propõe a expansão de uma colônia flutuante na atmosfera de Vênus, utilizando um sistema industrial capaz de transformar fosfina (PH₃) em materiais de alto valor tecnológico.

O modelo desenvolvido inclui sistemas industriais automatizados para processamento químico espacial, áreas habitáveis para astronautas e uma viabilidade econômica estimada em mais de US$ 1,2 bilhão anuais. O nome Astrabrazil, escolhido pelos estudantes, faz referência aos astros.

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Rafael Maio, um dos idealizadores do grupo, compartilhou com a CNN Brasil a emoção de ser parte da primeira equipe sul-americana a chegar à final. Ele destacou que essa conquista pode servir de inspiração para futuras turmas e enfatizou o potencial do Brasil em comparação a outros países.

Preparação e apoio institucional

Rafael também comentou que a equipe está se preparando por meio de diálogos com instituições brasileiras do setor, buscando entender a realidade do dia a dia na indústria espacial. Além disso, estão em busca de apoio institucional para fortalecer sua participação.

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A ISSDC reúne milhares de estudantes de todo o mundo, desafiando-os com projetos inspirados em situações reais da indústria espacial, com o apoio de organizações como a NASA.

A competição é estruturada em duas fases: a qualificação e a final internacional. Os participantes trabalham dentro de uma organização fictícia chamada Sociedade da Fundação, que cria cenários futuristas para o século XXI. As equipes devem desenvolver propostas utilizando extensões plausíveis da tecnologia atual, com o tema da pesquisa central sendo divulgado dias antes do evento.

Desafios e propostas

No dia do evento, as equipes se transformam em empresas fictícias, com cerca de 60 funcionários, e competem para ganhar um “contrato” com a Sociedade da Fundação. Para a fase final, as empresas recebem um desafio de enviar uma solicitação de proposta, que pode ser elaborada ao longo de semestres.

As melhores propostas são selecionadas para a final, onde quatro novas empresas são formadas e recebem uma nova solicitação de proposta, abrangendo áreas como engenharia estrutural, operações, fatores humanos, projetos, automação e desenvolvimento de negócios, além de um cronograma de custos do projeto.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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