Estrela com buraco negro é descoberta pelo telescópio James Webb e brilha 100 bilhões de vezes mais
A descoberta da MoM – BH-1 pode revolucionar a compreensão sobre a formação de estrelas e buracos negros no início do universo.
A última quarta – feira (12) marcou um avanço significativo na astronomia com a identificação de uma nova classe de corpo celeste, uma espécie de “estrela com buraco negro”, pelo telescópio James Webb. Nomeada MoM – BH-1, essa estrela possui o tamanho do Sistema Solar e emite cerca de 100 bilhões de vezes mais energia do que uma estrela comum, além de ter 100 mil vezes a massa do Sol.
O artigo que relata essa descoberta foi publicado na Revista Nature e informa que o objeto foi observado quando o Universo tinha apenas algumas centenas de anos, pouco tempo após o Big Bang.
Essa estrela é caracterizada por uma grande mancha vermelha, cuja origem ainda está sendo estudada. Cientistas sugerem que a coloração pode se dever a uma estrela ainda não observada. De acordo com especialistas do MIT (Massachusetts Institute of Technology), é provável que o objeto seja uma nuvem de gás extremamente densa, alimentada por um buraco negro central, e não por fusão nuclear convencional.
Observações e Implicações
Rohan Naidu, bolsista do programa Hubble da NASA e autor principal do estudo no Instituto Kavli de Astrofísica e Pesquisa Espacial (MKI) do MIT, comentou sobre como a compreensão desse novo objeto evolui rapidamente. “Esses parecem estar por toda parte no início do universo, mas essencialmente desaparecem nos dias atuais”, afirmou Naidu.
A descoberta ocorreu durante um levantamento intitulado MoM (Miragem ou Milagre), onde os pesquisadores buscavam galáxias distantes e antigas formadas após o Big Bang. Ao analisar as imagens obtidas pelo James Webb, eles notaram um ponto muito vermelho e brilhante no espaço.
Características do Ponto Vermelho
Robert Simcoe, diretor do NKI (Instituto Kavli de Astrofísica e Pesquisa Espacial) e coautor da pesquisa, explicou que objetos muito vermelhos no universo geralmente são interpretados como cercados por poeira. Ele comparou isso à cor avermelhada que a fumaça dos incêndios florestais causou no céu de Boston recentemente.
A luz emitida pelo ponto quase não apresentava vestígios de metais ou outros elementos além de hidrogênio e hélio.
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Para compreender a origem desse ponto vermelho, os pesquisadores realizaram simulações para identificar quais características astrofísicas poderiam gerar essa coloração. As simulações indicaram que o ponto poderia ser uma fonte densa de energia em hidrogênio; no entanto, isso não esclarece completamente seu brilho intenso.
A hipótese mais plausível até agora sugere que esse ponto vermelho pode ser responsável pela natureza única da estrela como uma espécie de buraco negro.
A equipe decidiu nomear o objeto como MoM – BH-1, em referência ao levantamento que levou à sua descoberta. Essa alcunha também implica que ele é o primeiro de muitos outros objetos semelhantes que podem ser identificados futuramente pelos cientistas.
Os pesquisadores acreditam que conseguirão explicar muitos dos outros pequenos pontos vermelhos observados nas imagens do telescópio James Webb, embora esses objetos ainda sejam menos brilhantes em comparação ao MoM – BH-1.