Estatais Federais Apresentam Déficit Recorde de R$ 3,3 Bilhões em Janeiro de 2026
Em janeiro de 2026, as estatais federais registraram um déficit de R$ 3,3 bilhões, um valor inédito na série histórica iniciada em 2002. O resultado, divulgado pelo Banco Central em seu relatório “Estatísticas Fiscais” (PDF – 397 kB), representa o maior saldo negativo para o mês da série até então.
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O déficit aumentou significativamente em relação ao ano anterior, elevando-se em 560% em comparação com janeiro de 2025. Esse aumento reflete a pressão sobre as finanças das empresas estatais, exigindo atenção do governo.
Estatais Estaduais Também Apresentam Resultados Negativos
As estatais estaduais também registraram um saldo negativo de R$ 1,56 bilhão em janeiro, o maior para o mês desde 2023, quando o valor totalizou R$ 1,61 bilhão. O aumento de 386,2% em relação ao ano anterior demonstra a complexidade da situação financeira das empresas estaduais.
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Análise do Banco Central e Críticas do Governo
O Banco Central utiliza o conceito de “necessidade de financiamento” para avaliar se as estatais estão contribuindo para reduzir o déficit público ou se, ao contrário, exigem mais recursos do Tesouro Nacional. O levantamento exclui as estatais financeiras, como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES, bem como a Petrobras.
O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) é responsável por coordenar as gestões das estatais, monitorando sua saúde financeira.
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A equipe técnica do governo expressou ceticismo em relação aos dados do Banco Central, argumentando que a falta de detalhamento de números contábeis, como receitas, custos, ativos, passivos e lucro líquido, não reflete a real situação financeira das empresas.
O governo apontou que, de janeiro a setembro de 2025, apenas os bancos públicos (Caixa, BB e BNDES) e a Petrobras registraram lucro, enquanto o restante das estatais apresentou prejuízo.
Plano de Recuperação da Empresa X
Ao desconsiderar os lucros das empresas que apresentaram resultados positivos, as estatais federais registraram um lucro líquido de R$ 5,2 bilhões. O indicador do Banco Central é relevante para medir o déficit das estatais sob a ótica do impacto nas contas públicas e, portanto, na política fiscal do país.
Quando uma estatal apresenta necessidade de financiamento, o Tesouro Nacional pode ter que cobrir a lacuna com mais dívida ou recursos arrecadados por impostos. Um caso emblemático é o da Empresa X, que anunciou, no final de 2025, um plano de recuperação com um ganho de 10% ao ano, incluindo R$ 4,2 bilhões em corte de gastos, com 15.000 funcionários, e fechamento de 1.000 unidades de atendimento, além de R$ 3,2 bilhões com o aumento de receita.
Os Correios registraram prejuízo no acumulado de janeiro a setembro de 2025.
