O atual cenário geopolítico levou os Estados Unidos e a Europa a estabelecerem uma relação de “amigos distantes”. Essa análise é de Carlos Frederico Coelho, professor de Relações Internacionais da PUC-Rio e da Eceme, durante o WW. Segundo Coelho, a interação recente entre os dois lados do Atlântico pode ser caracterizada pelo afastamento, com “literalmente um oceano entre eles”.
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O especialista explica que essa situação se deve ao fato de os Estados Unidos buscarem enfrentar a ascensão econômica da China, “pulverizando as instituições multilaterais e as regras criadas desde a Segunda Guerra Mundial”. Ele destaca que o governo americano optou por essa abordagem, acreditando que haveria um ganho relativo maior para o país ao agir de forma unilateral em diversos cenários.
No entanto, os resultados dessa estratégia têm revelado limitações significativas, especialmente nas relações com aliados históricos, como os países europeus. Coelho aponta que a política externa de coerção adotada pelos EUA tem encontrado barreiras importantes. “O que estamos observando são os limites desse unilateralismo”, afirmou.
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O professor concluiu que as primeiras medidas desse modelo político foram vistas como “uma péssima maneira de se começar” as relações exteriores americanas.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.
