Estados Unidos realizam ataque à Venezuela e capturam Nicolás Maduro! Donald Trump promete supervisão e possíveis tropas. O que vem a seguir?
Na madrugada deste sábado (3), os Estados Unidos realizaram um ataque à Venezuela, resultando na captura do ditador Nicolás Maduro, que estava no poder há décadas. A informação foi divulgada pelo presidente americano Donald Trump, que afirmou que o país pode enviar tropas, se necessário.
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Durante uma coletiva de imprensa em seu resort Mar-a-Lago, na Flórida, Trump declarou: “Vamos governar o país até que possamos realizar uma transição segura, adequada e sensata”. Ele enfatizou a importância de garantir que os interesses dos venezuelanos sejam priorizados.
Embora a operação noturna tenha causado apagões em partes de Caracas e resultasse na captura de Maduro, as forças americanas ainda não controlam a Venezuela. O governo de Maduro parece continuar em funcionamento, o que levanta questões sobre como Trump pretende supervisionar a situação no país.
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Os comentários do presidente sobre uma presença indefinida na Venezuela lembram intervenções passadas no Iraque e no Afeganistão, que terminaram com a retirada dos EUA após anos de ocupação. Trump expressou abertura para o envio de tropas, afirmando: “Não temos medo de tropas terrestres”.
Trump afirmou que uma ocupação americana não teria custos, pois os EUA seriam reembolsados com o dinheiro proveniente das reservas de petróleo da Venezuela. Ele mencionou que o Secretário de Estado, Marco Rubio, havia contatado a vice-presidente venezuelana, que é considerada a provável sucessora de Maduro.
Fontes indicam que a vice-presidente fugiu para a Rússia, mas o Ministério das Relações Exteriores russo negou essa informação, classificando-a como falsa.
A remoção de Maduro, que governou a Venezuela por mais de 12 anos, pode criar um vácuo de poder no país. A instabilidade na nação de 28 milhões de habitantes pode trazer desafios significativos para a política externa dos EUA, semelhante às intervenções anteriores no Afeganistão e no Iraque.
As autoridades venezuelanas condenaram a intervenção, com o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, afirmando que a união do povo será a força para resistir. Apesar de alguns governos latino-americanos se oporem a Maduro, a ação direta dos EUA reaviva memórias de intervenções passadas e enfrenta forte resistência na região.
A ação de Trump evoca a Doutrina Monroe, que reivindicava a influência dos EUA na América Latina. Aliados da Venezuela, como Rússia, Cuba e Irã, condenaram os ataques, considerando-os uma violação da soberania. O Irã pediu ao Conselho de Segurança da ONU que interrompa a “agressão ilegal”.
Entre as reações na América Latina, o presidente da Argentina, Javier Milei, elogiou a nova “liberdade” da Venezuela, enquanto o México e o Brasil, através do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenaram a intervenção, considerando-a uma violação inaceitável.
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Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.