Especialista analisa estratégias de segurança pública nas campanhas presidenciais de 2026

Nos primeiros dias da campanha eleitoral, os presidenciáveis da oposição têm focado seus discursos na segurança pública. Essa estratégia, conforme analisou Ricardo Ribeiro, analista político da 4intelligence, se baseia em pesquisas que mostram o tema como um dos pontos mais criticados do governo Lula.
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Em entrevista ao Hora H nesta quarta – feira (19), Ribeiro comentou sobre as movimentações iniciais das campanhas.
“Os candidatos estão abordando temas que realmente se conectam com suas estratégias de campanha”, destacou o analista. Enquanto Lula (PT) aposta no discurso em defesa da soberania nacional e do enriquecimento de urânio para fins pacíficos, os opositores têm adotado diferentes abordagens.
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Flávio Bolsonaro (PL) tem insistido na discussão sobre segurança pública, incluindo a redução da maioridade penal como um ponto central. Por sua vez, Ronaldo Caiado (PSD) tem priorizado questões relacionadas à saúde. Já Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) reforçam propostas voltadas para cortes de gastos e reformas nas contas públicas.
Conexão com a experiência de governo
Ribeiro também comentou sobre a estratégia de Caiado, que busca transmitir uma imagem de experiência administrativa. “Ele inclusive trouxe o ex – ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, para apoiá – lo”, observou o analista. Na avaliação dele, os candidatos da oposição têm uma inclinação ideológica mais à direita, e o discurso sobre segurança tem maior ressonância entre a população nesse espectro político.
Desafios das investigações de corrupção
O analista avaliou que vazamentos relacionados a investigações de corrupção representam um risco significativo para duas campanhas em particular. No caso de Flávio Bolsonaro, Ribeiro mencionou o vazamento de um áudio onde ele discutia com o ex – banqueiro Daniel Vorcaro o financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata o ex – presidente Jair Bolsonaro. “Esse foi um momento difícil para Flávio nas pesquisas, e essa queda se manteve por bastante tempo.
Contudo, os dados mais recentes indicam uma leve recuperação”, afirmou.
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No entanto, o governo também enfrenta inquéritos que envolvem Lulinha, filho do presidente Lula, e suas ligações com a empresária Roberta Luchsinger. Para Ribeiro, isso representa um grande desafio: “Esses casos relembram os escândalos de corrupção que marcaram os governos do PT anteriormente”.
A regulamentação da inteligência artificial nas eleições
Ribeiro também abordou a questão do uso de inteligência artificial nas campanhas eleitorais. Ele reconheceu que o TSE está atrasado na regulamentação dessa tecnologia durante as eleições. “A regulamentação atual possui lacunas e deixa algumas questões sem resposta”, disse.
Apesar das falhas na regulamentação, ele considera aceitável que isso ocorra em um cenário novo como este. Ribeiro acredita que essas questões devem ser resolvidas antes do início do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, programado para 28 de agosto.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



